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O presidente Lula visitou nesta semana as obras de revitalização do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Teresina, projeto que moderniza a mobilidade urbana no Piauí após anos de abandono. A obra representa um investimento estrutural em transporte público em uma capital que historicamente recebeu menos atenção federal que os grandes centros.
Enquanto cidades como Rio e São Paulo enfrentam congestionamentos crônicos, Teresina reconstrói sua aposta em mobilidade limpa. Quem ganha: trabalhadores que perdem horas em deslocamentos. Quem perde: fornecedores de combustível e construtoras de rodovias ligadas ao modelo antigo de transporte.
A rota do trabalhador que não tinha volta
Dona Francisca acordava às 4 da manhã para pegar três ônibus antes de chegar ao trabalho como diarista, percorrendo 18 quilômetros pela periferia de Teresina. Seu trajeto — repetido por mais de 400 mil pessoas diariamente na região metropolitana — era uma equação impossível: tempo perdido, dinheiro gasto, cansaço acumulado.
O VLT revitalizado reduz esse percurso para 25 minutos. Não é apenas um número. É a diferença entre chegar esgotada ou chegar com energia para cuidar da família. Para os 2 milhões de piauienses, é a primeira grande mudança em infraestrutura urbana em duas décadas.
Por que Teresina ficou para trás tanto tempo?
O VLT original foi abandonado em 2014, deixado à própria sorte enquanto gestões anteriores priorizavam rodovias e aeroportos em regiões politicamente estratégicas. Teresina — cidade de tamanho médio, distante dos holofotes — não figurava nas prioridades de Brasília.
A pergunta incômoda permanece: quantas outras cidades perderam décadas de desenvolvimento porque não tinham força política suficiente? O abandono não foi acidental. Foi escolha.
O que muda agora — e por que importa
Modernização. Isso é uma única palavra, mas carrega peso de séculos de descaso.
Nós — brasileiros das cidades médias — precisamos exigir que investimento em mobilidade não seja privilégio de São Paulo e Rio. O VLT de Teresina prova que é possível reconstruir quando há vontade política. Já funciona assim em Brasília, em construção em outras capitais. Agora é a vez do Piauí respirar.
Trabalhadores ganham tempo. Economia local se movimenta com pessoas circulando mais. Meio ambiente respira sem diesel em cada semáforo. Nós ganhamos coletivamente.
O que fazer agora
Acompanhe o cronograma das obras. Exija que sua cidade tenha prioridade na fila de investimentos federais em mobilidade — porque esperar esquecido não é aceitável em um país que se diz desenvolvido. Compartilhe a história de Dona Francisca. Mobilidade urbana não é luxo. É direito.
Teresina já provou que merecia esse VLT há muito tempo.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)