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Coligação reúne forças da esquerda brasileira em nova estratégia eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula anunciou nesta semana a formação de uma coligação que integra sete partidos políticos em torno da candidatura governista. A aliança, batizada “Brasil pronto pra mais”, congrega o PSB, PDT, a Federação Fé Brasil (que inclui PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL-REDE — reunindo pela primeira vez forças historicamente fragmentadas da esquerda brasileira.
A move estratégica busca ampliar a base eleitoral do governo em pleito que se aproxima. Significa que milhões de eleitores que votam nesses partidos terão pela primeira vez um projeto unificado. Mas o que essa aliança muda para quem está nas ruas?
Por que sete partidos decidem caminhar juntos agora
Maria da Silva, assistente social em uma favela no Rio de Janeiro, viu sua renda aumentar 12% desde 2023 graças aos programas de transferência de renda ampliados pelo governo federal. Ela não pensa em política o tempo todo — pensa em como vai pagar o aluguel no mês que vem. Assim como ela, cerca de 67 milhões de brasileiros dependem de políticas sociais que só tiveram expansão sob gestões de esquerda.
A coligação responde a uma lógica matemática brutal: fragmentação significa derrota. Enquanto a direita consolidou seus votos em blocos monolíticos, a esquerda historicamente se despedaçou em disputas doutrinárias. Nessa eleição, sete legendas decidiram que vencer juntas valia mais que vencer sozinhas.
Aqui está o nó: Como garantir que essa aliança, tão heterogênea, mantenha coesão programática sem virar apenas uma coligação administrativa? A pergunta fica aberta enquanto os partidos negociam espaço em campanhas e cargos.
O que não se diz sobre as alianças eleitorais
Nos bastidores das negociações que produziram essa coligação, cada partido trouxe suas demandas. PSB quer ministérios. PDT nega apoio irrestrito. PSOL exigiu bandeiras sobre reforma urbana. PT mediou conflitos.
Os atores concretos nessa negociação não foram cidadãos comuns — foram oligarquias partidárias. Enquanto isso, 21 milhões de brasileiros vivem em favelas e ocupações que carecem de políticas habitacionais sérias. A coligação promete ação, mas quem garante que a prioridade será essa e não a distribuição de postos?
Pausa aqui: uma coligação não muda nada por si só.
O que pode mudar se essa aliança se converter em governo
Em cidades onde esquerda e centro-esquerda governaram em coligações amplas, como em Porto Alegre e São Paulo (nos períodos petistas), viram-se avanços concretos: expansão de transporte público, bolsas escolares, urbanização de favelas. Não foram perfeitos. Mas foram diferentes.
A coligação “Brasil pronto pra mais” pode ser a base para políticas que enfrentem três crises simultâneas: desemprego acima de 7%, crise habitacional que afeta 11 milhões de pessoas, e educação pública sucateada há 20 anos. Nós — brasileiros que dependemos de serviço público — podemos exigir que essa aliança comprometa-se com metas concretas e mensuráveis.
O que fazer agora
Essa coligação será forte apenas se as bases dos sete partidos a pressionarem por coerência. Se forçarem compromissos públicos sobre saúde, educação, trabalho. Se cobrarem cumprimento de promessas.
Participe. Vote consciente. Acompanhe promessas. A coligação só vale a pena se virar governo que funciona para quem mais precisa — e isso depende de você fiscalizar.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)