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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta semana uma convicção que marca sua trajetória política: a de que mudanças estruturais no Brasil começam quando a população decide que quer mudança. A mensagem, simples na forma mas carregada de significado, traduz uma estratégia política que coloca no centro do debate público a agência dos brasileiros.
A afirmação reverbera em um momento em que o governo federal intensifica a execução de políticas sociais e econômicas voltadas para quem historicamente ficou à margem das prioridades estatais. Enquanto adversários políticos apregoam que transformação é impossível, o presidente insiste: o obstáculo não é material, mas volitivo. Quem perde nesta narrativa? Os que lucram com a inércia.
A coragem de quem não tem mais o que perder
Márcia trabalha há 15 anos como diarista em São Paulo. Quando soube que o salário mínimo subiria para R$ 1.412 em 2024, não chorou de alívio imediato—chorou porque finalmente alguém no topo dizia que sua dignidade importava. Milhões de Márcias distribuídas pelo país reconhecem nessas políticas uma coisa rara: um Estado que as vê.
Mas a transformação que o presidente evoca vai além dos números. Está na criança que finalmente terá merenda na escola. No adolescente que conseguirá qualificação profissional. No agricultor familiar que acessará crédito sem precisar se humilhar diante de um gerente. Todas essas vitórias têm uma origem comum: alguém, em algum lugar, decidiu que queria mudar.
Por que a vontade foi secada por décadas
Durante 16 anos, entre 2016 e 2022, o Estado brasileiro foi capturado por uma lógica de austeridade que pregava: não há dinheiro, não há jeito, conformem-se. A classe média foi convencida de que pobre é problema delas, não do Estado. Os bancos cresceram. Os lucros fluíram. A desigualdade virou normal.
Esse discurso não nasceu sozinho. Financistas interessados em juros altos, empreiteiros dependentes de superfaturamento, políticos que vivem da escassez de esperança—todos tinham interesse em perpetuar a ideia de que Brasil é um país sem opções. Se a população inteira acreditasse nisso, jamais exigiria mudança. Ele continuaria como está.
Então vem a pergunta que ninguém quer responder: se durante 500 anos dissemos que não dá para ser diferente, quantas gerações precisamos perder antes de entender que a verdadeira escassez não é de dinheiro, mas de coragem política?
A transformação já está acontecendo onde há vontade
Os números falam. Mais de 37 milhões de pessoas saíram da pobreza desde 2020. O desemprego recua. Programas como Pé de Meia alcançam centenas de milhares de estudantes. O Programa de Aceleração do Crescimento retoma infraestrutura parada há anos. Nós conseguimos fazer isso porque decidimos fazer.
Não é milagre. É prioridade. É dizer que a classe trabalhadora merece ter direito à cidade, à educação, ao descanso. É reconhecer que o Brasil que queremos existe, mas precisa de quem acredite nele o suficiente para lutar.
O que depende agora de cada um
A frase presidencial carrega uma responsabilidade que muitos preferem não carregar: ela não isenta o governo de fazer sua parte, mas também não deixa a população passiva à espera de salvação. Quando Lula diz “é só você querer”, está dizendo que transformação é projeto coletivo. Que exige voto, participação, pressão democrática, movimento.
Cada votação que prioriza quem defende serviço público forte. Cada organização local que cobra qualidade de escola, de saúde, de transporte. Cada pessoa que se recusa a aceitar que “assim é mesmo”—tudo isso é vontade em ação. O Estado faz sua parte. Mas sem pressão de baixo para cima, até o melhor governo esmorece.
A verdade incômoda que a direita nunca quis dizer em voz alta é esta: Brasil não é pobre. Brasil foi empobrecer de propósito, para alguns ficarem ricos. Nós temos a riqueza. O que faltava era quem tivesse coragem de redistribuir.
O chamado e a escolha que fica
Essa não é uma mensagem de esperança vaga. É um diagnóstico político concreto: o Brasil que funciona para trabalhador, para pobre, para juventude, para mulher, para negro—esse Brasil é possível. Mas depende de quem quer.
Nas próximas eleições, em cada plebiscito social, em cada reunião de comunidade, em cada ato que recusa a naturalização da desigualdade—aí está a vontade que muda histórias. O presidente colocou a bola em movimento. Agora cabe a cada brasileiro decidir se entra no jogo ou fica vendo de fora.
Querer é o começo. Agora temos que fazer.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)