OUÇA ESTE ARTIGO — AGENDA POSITIVA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta semana a expansão de políticas de acesso ao ensino superior para jovens de baixa renda, reforçando um compromisso que marca sua gestão: democratizar a educação que histórica e sistematicamente foi vedada às classes trabalhadoras brasileiras. A medida atinge milhões de brasileiros que enfrentam barreiras financeiras para ingressar na universidade.
A ampliação de bolsas, cotas e programas de financiamento representa uma redistribuição de oportunidades que transforma a geografia do conhecimento no país. Quem ganha: jovens negros, indígenas, filhos de trabalhadores rurais e periféricos. Quem perde poder político: os grupos que historicamente monopolizavam as universidades públicas e privadas de prestígio.
Quando a universidade deixa de ser privilégio
Maria, 22 anos, mora na periferia de São Paulo e trabalha desde os 14 em loja de roupas. Seu sonho de cursar Engenharia parecia impossível até conhecer as novas linhas de bolsa do governo federal. Casos como o dela se multiplicam: são 8 milhões de jovens brasileiros fora da universidade por falta de recursos. Nós conhecemos esse número porque sabemos que mudá-lo é possível.
A herança que ninguém fala
Por séculos, a educação superior brasileira funcionou como máquina de reprodução de privilégio. Universidades federais financiadas com dinheiro público, mas ocupadas por filhos de médicos, advogados e empresários. O Brasil investia em educação para poucos, enquanto jogava fora o talento de gerações inteiras. Mas por que isso continua acontecendo, mesmo após 20 anos de políticas afirmativas?
Quem se beneficiava com a exclusão
Instituições privadas de educação superior faturavam bilhões mantendo artificialmente altos os preços. Setores conservadores resistem à expansão pública porque perdem clientes. Dados mostram que 73% dos alunos de universidades particulares vêm de famílias com renda acima de cinco salários mínimos. Um abismo que o governo federal agora cruza com políticas concretas e orçamento dedicado.
O que já funciona em outros lugares
Uruguai, Costa Rica e Portugal expandiram o acesso ao ensino superior e colheram resultados: maior mobilidade social, mais inovação, economia mais diversificada. Nós temos capacidade de fazer o mesmo. Universidades federais que hoje operam com ocupação parcial podem receber novos alunos. Tecnologia permite educação a distância de qualidade. Não é utopia. É gestão pública inteligente.
O que fazer agora
A expansão anunciada precisa de pressão legislativa para se tornar lei permanente. Sociedade civil, movimentos estudantis e professores universitários devem acompanhar a implementação. Mas o primeiro passo é compartilhar essa notícia: o Brasil está mudando quem entra na universidade. E isso muda tudo.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)