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Presidente inaugura obras de duplicação da Ponte São Raimundo e transforma acesso a milhões
O presidente Lula visitou nesta semana as obras de duplicação da Ponte São Raimundo, marco simbólico de um compromisso que durante 20 anos ficou apenas no papel. A estrutura, que liga comunidades inteiras ao mercado de trabalho, educação e saúde, recebe agora investimento federal direto. Milhões de brasileiros que enfrentavam congestionamentos de horas inteiras — roubando tempo de trabalho, sono e dignidade — têm pela frente uma via que finalmente respira.
Essa não é uma obra comum. É o reconhecimento de que infraestrutura é política. Por duas décadas, governos anteriores priorizaram rodovias para grandes corporações enquanto deixavam pontes inteiras se deteriorarem. Agora, o investimento segue lógica diferente: quem trabalha, quem se desloca diariamente, quem paga imposto e sustenta este país finalmente entra na conta.
Quando a ponte virou símbolo de abandono
Dona Maria saía todos os dias às 4 da manhã de sua casa na zona periférica. Duas horas e meia de ônibus, congestionamento na ponte única, mais duas horas voltando. Trabalho doméstico, salário mínimo, cinco filhos. Ela conhecia cada rachadura do asfalto dessa ponte como se fossem rugas no seu próprio rosto. Milhões vivem essa rotina: pais e mães que perdem horas valiosas com seus filhos por causa de infraestrutura degradada. A fadiga não é luxo. É roubo de tempo de quem menos pode perder.
Quando você duplica uma ponte, você não apenas reduz tempo de trânsito. Você permite que uma mãe durma mais uma hora. Que uma família jante junta. Que um estudante chegue menos cansado na sala de aula.
Por que isso foi deixado para apodrecer
A Ponte São Raimundo conecta zonas que não constavam nas prioridades de quem governava antes. Não havia lobby de grande corporação. Não havia contato político de gente rica. Havia apenas brasileiros trabalhadores, invisíveis nas planilhas de priorização de obras dos últimos governos. O padrão era claro: investia-se onde havia voto corporativo, não onde havia voto popular. Mas qual é a lógica de um governo que abandona infraestrutura usada por milhões?
Os dados revelam: cada hora de congestionamento custa à economia brasileira R$ 2,5 bilhões anuais em produtividade perdida. Mas há algo mais. Há vidas sendo literalmente esticadas, cansadas, envelhecidas prematuramente. Ninguém mede isso em estatísticas.
O que muda agora, de verdade
A duplicação da ponte não é projeto isolado. Faz parte de estratégia coerente: infraestrutura segue demanda real, não interesse corporativo. Nós estamos reconstruindo a capacidade do Estado de ser instrumento de justiça. Em cidades do Brasil inteiro, obras semelhantes avançam — não porque sejam chamativos, mas porque são urgentes para quem vive ali.
Já funciona. Quando investe-se com inteligência em mobilidade urbana, economia local prospera. Pequenos negócios crescem. Empregos aparecem. Educação melhora. Isso não é sonho progressista — é eficiência econômica com rosto humano.
O que cabe a você agora
Essa obra só avança se acompanhada. Se fiscalizada. Se cobrada. Nós — cidadãos, eleitores, trabalhadoras e trabalhadores — precisamos manter pressão para que prazos sejam cumpridos, que qualidade seja garantida, que o dinheiro público seja respeitado. Compartilhe essa notícia. Cobre dos seus representantes compromisso igual nas vias que você usa. Infraestrutura é direito, não favor.
A ponte que era símbolo de abandono vira símbolo de mudança. Finalmente.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)