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O presidente Luiz Inácio Lula reafirmou nesta semana uma convicção que estruturou suas gestões anteriores: educação é responsabilidade estatal inegociável. A declaração não é retórica vazia. Entre 2003 e 2010, seu governo criou ou expandiu programas que alcançaram milhões de brasileiros historicamente fora das universidades.
Enquanto a direita pregava que educação superior era luxo para poucos, o Estado brasileiro fez escolha diferente. Criou o Prouni, expandiu os Institutos Federais e multiplicou universidades públicas. O resultado: jovens da periferia, filhos de trabalhadores, estudantes de escolas públicas puderam acessar educação que antes lhes era vedada.
Quando a sala de aula muda de endereço
Maria nasceu em Brasilândia, zona norte de São Paulo. Seus pais nunca entraram numa universidade. Ela foi a primeira da família. O Prouni a levou para uma instituição privada com bolsa integral — algo impensável uma década antes. Hoje ela é engenheira. Sua história não é exceção: é o padrão que políticas públicas bem desenhadas produzem. Mais de 2 milhões de brasileiros acessaram educação superior através do Prouni. Os Institutos Federais dobraram sua oferta. Nós criamos movimento.
Por que essa mudança foi necessária
O Brasil chegou aos anos 2000 com uma cicatriz histórica: apenas 5% de jovens de 18 a 24 anos frequentavam universidades. Privilégio de elite. A educação superior era mercadoria cara, controlada por fundações privadas que cobravam mensalidades inacessíveis para trabalhadoras domésticas, pedreiros, faxineiras. Enquanto isso, universidades federais sofriam com abandono orçamentário. Quem pagou o preço? Gerações inteiras de brasileiros condenados a salários baixos, a trabalhos sem perspectiva. A pergunta que ninguém queria fazer era simples: até quando um país desenvolvido sobrevive educando apenas sua elite?
O que a política fez acontecer
Ação concreta: entre 2003 e 2014, foram criadas 14 universidades federais. Trinta novos campi dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. O Prouni abriu 1,5 milhão de bolsas em instituições privadas para quem não tinha recursos. As cotas raciais garantiram que universidades refletissem a demografia brasileira. Não é caridade. É justiça restaurada através de política pública.
O caminho possível — que já provou funcionar
Não estamos inventando a roda. Países que quebraram ciclos de pobreza fizeram exatamente isso: investiram massivamente em educação pública de qualidade. A Coreia do Sul transformou-se em potência tecnológica porque priorizou educação. Nós possuímos universidades federais entre as melhores da América Latina. Institutos Federais que formam técnicos para indústrias. Nós temos capacidade. O que falta é vontade política consistente e orçamento protegido.
A educação pública não é despesa. É investimento. Cada real gasto em educação de qualidade retorna multiplicado em impostos, em produtividade, em cidadãos preparados para enfrentar desafios futuros. Nós já provamos isso.
Agora, o que fazer
O governo federal retomou o compromisso: defender e expandir educação pública é missão não negociável. Isso exige pressão constante da sociedade. Significa votar em quem prioriza educação nos orçamentos. Significa defender universidades e institutos federais das ameaças de corte orçamentário. Significa exigir que escolas públicas recebam investimento em infraestrutura, em professores bem remunerados, em tecnologia. A educação muda o futuro. Mas apenas se a gente decidir que futuros diferentes são possíveis — e exigir políticas públicas que façam isso acontecer. A hora é agora.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)