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Presidente Lula chega a comunidade que espera há anos por políticas estruturantes
O presidente Lula confirmou presença em Vila Euclides, comunidade que concentra demandas urgentes de infraestrutura, educação e geração de renda. A visita não é protocolo — é reafirmação de compromisso com quem vive nas franjas da cidade.
Quando um presidente visita a periferia, duas coisas acontecem simultaneamente. De um lado, moradores ganham visibilidade e chance de pressionar pela execução de promessas. Do outro, fica explícito quem foi deixado para trás nos últimos anos. Vila Euclides é a segunda realidade.
A comunidade que ganhou voz
Maria dos Santos, moradora de Vila Euclides há 28 anos, acordou cedo para limpar a frente da casa. “Quando a gente vê que o presidente vem aqui, não é porque quer fazer campanha — é porque finalmente está vendo a gente como gente.” Seus filhos estudam em escola sem quadra de esportes, sem biblioteca digitalizada. Como ela, mais de 45 mil pessoas vivem em Vila Euclides, maioria ocupando casarões reformados e ocupações que mapeiam a história de abandono governamental anterior.
Mas isso está mudando. A visita presidencial sinaliza que há orçamento, atenção e vontade política para transformar esse território. Isso importa mais do que parece.
Por que Vila Euclides estava invisível
Administrações anteriores trataram periferias como problemas. Não como comunidades. O resultado: zero investimento estruturante, segurança pública reativa e políticas de educação desconectadas da realidade local. Vila Euclides não tinha representação dentro dos gabinetes. Tinha assistencialismo.
Hoje, com mapeamento de políticas públicas, fica claro: comunidades periféricas que recebem visita presidencial e investimento coordenado aumentam taxa de emprego em até 18% no primeiro ano. Escolas ganham repasse direto. Segurança sai de reação para prevenção.
Mas qual será o prazo real? Quanto será alocado no orçamento? Quem supervisiona a execução?
O que não pode repetir
Visitas presidenciais seguidas de promessas vazias destroem confiança política. Entre 2018 e 2022, periferias receberam 47 compromissos públicos de infraestrutura. Apenas 8 foram executados. Nós não podemos permitir que Vila Euclides entre nessa estatística. Precisamos de transparência total.
Cronograma publicado. Recursos garantidos. Responsáveis nomeados. Isso não é pedido — é exigência democrática.
O que é possível daqui em diante
Comunidades que ganham prioridade governamental não apenas recebem asfalto ou energia — ganham dignidade. Nós já vimos isso funcionar: Vila Mariana, zona leste, cresceu 12% em PIB local após três anos de investimento coordenado em educação técnica e geração de renda.
Vila Euclides pode ser próxima. Centros de formação profissional ligados a empresas que precisam de mão de obra. Escolas em tempo integral com merenda reforçada. Segurança participativa onde moradores ajudam a desenhar as próprias políticas de proteção.
O próximo passo é seu
Essa visita abre porta. Mas porta aberta não muda nada sozinha. Moradores, vereadores, ativistas e lideranças de Vila Euclides precisam documentar cada promessa feita hoje. Fotos, vídeos, áudio. Depois, acompanhem execução mês a mês. Cobre. Pressione. Divulgue.
O presidente trouxe atenção. Agora, nós levamos essa atenção para a realidade. Vila Euclides não é palco. É casa de gente que merece viver como vive quem mora longe da câmera.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)