Lula reúne cientistas brasileiros para reconstruir ciência que o Brasil esqueceu

PUBLICIDADE

OUÇA ESTE ARTIGO — AGENDA POSITIVA

Presidente investe em diálogo com lideranças de pesquisa após anos de abandono

O presidente Lula participou nesta semana de encontro estratégico com lideranças do sistema de ciência e tecnologia do Brasil, marcando um retorno significativo ao diálogo institucional que caracterizou seus governos anteriores. O encontro reúne pesquisadores, reitores de universidades federais e coordenadores de agências de fomento em momento crítico para a recuperação da capacidade inovadora brasileira.

Após quatro anos de cortes orçamentários sucessivos e desfinanciamento estrutural da pesquisa pública, o encontro simboliza uma mudança de direção. Para milhões de brasileiros que dependem de pesquisa em saúde, agricultura e tecnologia, essa retomada significa esperança concreta de políticas voltadas ao desenvolvimento científico nacional.

O cenário que ninguém quer ver

Pesquisadores brasileiros enfrentam dilema cotidiano: publicar descobertas no exterior ou deixar de pesquisar. Um cientista de São Paulo, orientador de doutorandos há 15 anos, teve seu laboratório reduzido à metade quando os cortes começaram. Multiplicado por dezenas de milhares de pesquisadores espalhados por universidades federais, institutos de pesquisa e centros de inovação, o cenário revela a dimensão do abandono que marcou o quinquênio anterior.

O investimento em ciência caiu de forma vertiginosa. Bolsas de pesquisa congeladas. Laboratórios sem manutenção. Cérebros brasileiros migrando permanentemente para instituições americanas e europeias. Isso não é números em um relatório. É o futuro que deixamos de construir.

Por que a ciência brasileira foi deixada à deriva

A trajetória não é acidental. Governo anterior praticou desmonte sistemático das estruturas científicas brasileiras, cortando 42% do orçamento do CNPq entre 2020 e 2022. Rivais internacionais observavam atentos enquanto o Brasil abria mão de sua vantagem comparativa em pesquisa tropical, agrícola e ambiental. Mas qual era o objetivo? Qual visão de Brasil os motivava?

Enquanto isso, China triplicava investimentos em P&D. Europa consolidava seus polos de inovação. A América Latina, que olhava para o Brasil como referência em ciência aplicada, encontrava portas fechadas.

O que é possível construir juntos

Nós já fizemos isso antes. Nos governos Lula e Dilma, o Brasil alcançou indexação de 15 mil publicações científicas anuais em revistas de alto impacto. Nós triplicamos o número de pesquisadores com bolsa de produtividade. Nós criamos o pré-sal com tecnologia brasileira desenvolvida aqui dentro.

Recuperar essa capacidade exige investimento contínuo, políticas de longo prazo e, fundamentalmente, acreditar que ciência é infraestrutura de soberania. A retomada do diálogo com lideranças científicas é o primeiro passo necessário — mas apenas o primeiro.

O momento de agir

Este encontro não é apenas simbólico. É convite à reconstrução. Pesquisadores, reitores e gestores de agências deixarão essa reunião com responsabilidade clara: desenhar o Brasil que queremos inovar. O que faremos com essa oportunidade define se voltamos a ser protagonistas na ciência global ou continuamos espectadores da inovação que outros produzem.

Nós conhecemos o caminho. A questão agora é se temos coragem de voltar a caminhar. Acompanhe as próximas medidas do governo para reconstrução científica brasileira — porque disso depende não apenas competitividade econômica, mas qualidade de vida para gerações futuras. Ciência não é luxo. Ciência é sobrevivência.

Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)

Mais recentes

Lula manifesta solidariedade ao povo japonês após terremoto em Kumamoto, reposicionando o Brasil como parceiro internacional empenhado em humanidade e cooperação diplomática.
Brasil e Coreia do Sul consolidam parceria estratégica que reposiciona ambas as nações na geopolítica global, movendo bilhões em investimento enquanto democracias ocidentais se isolam.
Lula e presidente Lee Jae-myung, ambos oriundos da pobreza, selam aliança global para educação e trabalho digno — afetando 200 milhões de brasileiros diretamente.
Lula recebe presidente sul-coreano em Brasília e reafirma compromisso com parcerias estratégicas na Ásia. Encontro marca reaproximação diplomática e abre oportunidades de investimento em tecnologia e inovação para o Brasil.
Lula amplia acesso à educação superior democratizando oportunidades historicamente monopolizadas pela elite. Milhões de jovens pobres podem ingressar na universidade.
Lula anuncia R$ 4 bilhões em investimentos que rompem com anos de austeridade e recolocam o Estado como motor do desenvolvimento brasileiro para 62 milhões que vivem à espera.

PUBLICIDADE

Rolar para cima