OUÇA ESTE ARTIGO — AGENDA POSITIVA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira um pacote de investimentos em infraestrutura que redefinirá o cenário econômico brasileiro nos próximos 24 meses. A mobilização de recursos federais atinge cifras inéditas desde 2016, impactando diretamente as regiões Norte e Nordeste, onde 62 milhões de brasileiros dependem de investimentos em mobilidade urbana e energia.
O anúncio marca uma ruptura clara com a política de austeridade dos anos anteriores. Enquanto o governo anterior congelava investimentos públicos, a atual gestão retoma o papel do Estado como motor de desenvolvimento. Quem ganha: trabalhadores, pequenas empresas e cidades médias. Quem perde: especuladores financeiros que viviam da austeridade.
A história de quem sente na pele
Maria do Socorro trabalha há oito anos como vendedora ambulante nas ruas de Belém. Cada dia sem infraestrutura adequada é um dia de perda de renda. As ruas alagadas isolam seus clientes potenciais. Os ônibus atrasam. A economia informal sufoca.
Mas Maria não está sozinha. Mais de 35 milhões de brasileiros dependem de infraestrutura urbana deficiente para chegar ao trabalho. Essa não é uma história de um indivíduo. É a história de uma nação que respira mais devagar.
Por que chegamos aqui?
A desindustrialização do Brasil não foi um acidente. Foi escolha política. Durante 16 anos alternados, gestões anteriores definiram que infraestrutura era gasto, não investimento. Os bancos privados se enriqueceram com taxas de juros estratosféricas enquanto cidades inteiras ficavam sem mobilidade urbana adequada.
Os números revelam a negligência: o Brasil investiu apenas 1,2% do PIB em infraestrutura entre 2015 e 2022, enquanto nações asiáticas aplicavam 5% a 7%. Mas aqui está a pergunta que ninguém quer responder: quem lucra quando a infraestrutura falha?
Responsabilidade tem nome
A paralisia da infraestrutura brasileira tem culpados específicos. Gestores municipais aliados ao capital especulativo. Fundos de investimento que apostavam contra a moeda. Setores que se beneficiavam da escassez artificial. Eles ganharam bilhões enquanto cidades apodreciam.
Enquanto isso, o custo real recaía sobre o trabalhador. Transporte caro. Energia cara. Produtos mais caros.
O que muda agora
Nós sabemos que é possível sair desse buraco. Cidades como Curitiba e Porto Alegre, mesmo com limitações orçamentárias, criaram soluções que funcionam. Planos de mobilidade que reduzem tempo de deslocamento em 40%. Sistemas de energia distribuída que barateiam a conta final.
O investimento federal agora catalisa essa transformação em escala nacional. Não é caridade. É retomada da lógica: estado que investe produz crescimento, emprego e arrecadação.
O Brasil enfrenta um momento de definição. Ou continuamos escolhendo a austeridade e o abandono, ou abraçamos a reconstrução. A chamada é clara: cada município, cada comunidade precisa exigir que esses recursos cheguem onde a falta deles mais dói. Fiscalize. Organize. Exija resultados.
Infraestrutura não é despesa. É futuro.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)