Governo retoma política de valorização de renda após anos de erosão
No Dia do Trabalho, o governo Lula apresenta o balanço de uma estratégia que recoloca a renda do trabalhador no centro das prioridades econômicas. Foram zerados impostos para 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil mensais, reduzidos para mais 5 milhões que recebem até R$ 7.350, e o salário mínimo volta a ser valorizado após anos de esmagamento salarial. A medida afeta diretamente mais de 50 milhões de pessoas entre trabalhadores, aposentados e pensionistas.
Enquanto isso, quem ganha menos sai da luta diária pela sobrevivência com alguns reais a mais no bolso. Quem sempre lucrou com a pobreza — especuladores financeiros e grandes fortunas — continua intocado. O contraste não é acidental: é escolha política.
A mulher que respira aliviada no fim do mês
Maria trabalha como doméstica em São Paulo. Seus R$ 4.800 mensais nunca eram suficientes para as contas. Imposto de renda, desconto de contribuição, juros avassaladores. Ela é uma entre 15 milhões de brasileiros que agora voltam a respirar — literalmente. Sem o tributo que antes consumia parte do seu salário, ela consegue comprar alimentos com menos angústia, pagar a medicação sem culpa.
Multiplicar essa história por 50 milhões. Imagine: 50 milhões de Marias deixando de escolher entre leite e remédio. Escola dos filhos recebendo material escolar. Famílias inteiras recuperando dignidade em refeições feitas em casa.
Mas e quando o mês termina?
Por que isso era impossível antes
Durante a gestão anterior, a política era clara: apertar o cinturão de quem ganha pouco. O salário mínimo não acompanhava nem a inflação. Criou-se a ilusão de que austeridade para os pobres geraria crescimento para todos — nunca funcionou assim. A economia brasileira não cresce quando você tira dinheiro das mãos de quem gasta tudo o que ganha em bens essenciais.
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 2016 a 2022 acumulou 43%. O salário mínimo? Cresceu apenas 19% no mesmo período. Quem perde nessa conta sabe bem: é gente que não tem nem espaço para negociar, que acorda cedo, trabalha 8 horas, e volta para casa sem conseguir dar o mínimo aos seus filhos.
A pergunta que ninguém fez era: por quanto tempo é possível manter esse modelo?
Nós escolhemos outro caminho
Isso não aconteceu sozinho. Foi preciso brigar contra o argumento da “austeridade saudável”, contra economistas que diziam ser “impossível”, contra os que lucravam com salários comprimidos. A população escolheu mudar. E agora muda.
Já existe prova de que funciona. Países que mantêm salários valorizados não entram em colapso econômico — ao contrário. Mais dinheiro na mão de quem trabalha significa mais consumo, mais demanda, mais negócios pequenos e médios funcionando, mais empregos criados organicamente.
Nós construímos isso juntos. Cada voto que rejeitou a política de miséria. Cada trabalhador que disse basta.
O que vem agora
O 13º salário antecipado dos aposentados não é caridade. É reconhecimento de quem trabalhou uma vida inteira sob exploração e merece enxergar seus direitos respeitados. É gente que tinha desconto de medicação para poder comprar alimento. Isso muda.
Mas há muito caminho ainda. A estrutura tributária continua regressiva. Os super-ricos seguem pagando menos proporcionalmente do que um trabalhador da iniciativa privada. As reformas estruturantes que garantirão sustentabilidade dessa política precisam avançar.
A escolha agora é de cada um. Defendemos essa perspectiva, ou voltamos ao modelo que deixava milhões à margem? Recuperamos a dignidade de quem trabalha, ou entregamos novamente a agenda aos que lucram com a desigualdade?
Essa não é uma conversa econômica. É uma conversa sobre quem somos como sociedade. E nós já respondemos.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)
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