Ibama restringe comércio internacional de tubarão-azul

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O governo brasileiro proibiu a exportação de barbatana do tubarão-azul, pescado muito consumido pelo mercado asiático. As novas medidas foram adotadas, nessa quinta-feira (26), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e estabelecem regras mais rígidas para exportação e importação do tubarão-azul, também conhecido como cação-azul, espécie migratória bastante comercializada no mundo.

O anúncio foi feito durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. As mudanças entram em vigor em 7 dias. Passado esse prazo, ficam proibidas a exportação de barbatanas separadas do corpo do tubarão, explicou Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama.

“Nos últimos anos o Ibama fez um muitas apreensões de barbatanas, principalmente por considerar que tava sendo feito uma pesca predatória, uma pesca alvo, utilizando-se barcos da frota de pesca de atum e de albacora e agora a gente põe fim a esse tipo de comércio. A importação e exportação de tubarões ainda continua existindo, porém com regras mais rigorosas e o fim agora da questão das barbatanas.”

A nova regra determina que o tubarão-azul não pode ser considerado a espécie-alvo da pesca destinada ao comércio exterior. O limite máximo será de 20% do total de espécies capturado por cruzeiro. Fica também proibida a retenção e a comercialização do tubarão-azul abaixo do tamanho mínimo ou de fêmeas.

São diversas outras novas regras, que toda a cadeia, do pescador até o exportador, deve ficar atenta para não prejudicar ainda mais a existência do tubarão-azul, espécie já ameaçada de extinção. Elas atendem aos compromissos assumidos pelo Brasil, no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção.

*Matéria atualizada para correção de informação. 

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