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A maior coligação progressista em anos consolida força para 2026
Sete partidos políticos — PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e REDE — formalizaram uma coligação histórica sob o registro 68.475.818/0001-02 junto à Justiça Eleitoral. A união, batizada “Brasil Pronto pra Mais”, representa o maior esforço de convergência da esquerda desde o processo de redemocratização, consolidando uma frente que soma mais de 20 milhões de filiados potenciais em todo país.
Essa decisão marca uma virada estratégica. Por décadas, a fragmentação esfacelou a força progressista nas urnas. Agora, governistas, socialistas e ambientalistas aceitam a premissa de que a unidade — mesmo imperfeita — é mais potente que a dispersão. Quem ganha? Eleitores que buscam alternativas consolidadas. Quem perde? Os que apostavam no desgaste através da divisão.
Quando a necessidade cria possibilidades
Maria da Silva, 58 anos, trabalha em uma cooperativa de economia solidária em São Paulo. Durante a campanha passada, viu seu voto “pulverizado” porque não sabia em qual legenda progressista apostar. Histórias como a dela se repetem em todo Brasil — 47 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza e precisam de políticas coordenadas, não de agendas em conflito. Essa coligação muda o jogo. Significa que projetos para habitação, renda mínima e geração de emprego deixam de competir com pautas identitárias dentro da própria esquerda.
A unidade permite priorizar o que realmente importa para quem mais sofre. Nós estamos falando de poder real.
Por que agora? O que o Brasil precisa entender
A fragmentação nunca foi acidental. Durante os anos 2010, enquanto a esquerda se despedaçava em micro-legendas, a direita conquistava as presidências municipais e estaduais. O PSOL cresceu como alternativa radical, o PDT preservava a herança brizolista, o PSB buscava um centro-esquerda palatável. Resultado: nenhum conseguiu força suficiente para liderar sozinho. Mas por que mudar agora? Porque Lula provou que é possível governar. Porque 2026 exige bloco, não fragilidade.
A pergunta que ninguém faz é: qual partido teria se recusado a essa união sem que perdesse relevância histórica? Nenhum tinha saída.
Os nomes por trás da decisão
A coligação foi formalizada sob responsabilidade direta de Gleisi Hoffmann (PT), Marcelo Freixo (PSB), Ciro Gomes (PDT), Boulos (PSOL) e Marina Silva (REDE). Cada qual trouxe sua bancada, sua história, seus compromissos. O PT, maior força com 45 deputados federais, precisava garantir que sua hegemonia não aplainasse as pautas específicas dos aliados. Equilibrismo. Mas funciona quando há respeito mútuo.
Detalhe esquecido pela mídia: esse arranjo institucional é a resposta prática à polarização. Não é discurso. São 7 partidos em um cartório.
O que já provou funcionar em outras democracias
Portugal, Itália e Espanha construíram governos progressistas duráveis através de coligações institucionalizadas — não por patriotismo, mas porque a fragmentação esvaziava o Estado. Nós estamos aprendendo tardiamente a mesma lição. A coligação brasileira não é cooptação; é estratégia. Significa que agendas ambiental (REDE/PV), trabalhista (PDT/PSB), revolucionária (PSOL) e governista (PT/PCdoB) não competem, mas se alimentam mutuamente.
Onde isso funciona, políticas públicas saem do papel.
O que fazer agora
Essa coligação precisa ser convertida em movimento social real. Não basta estar registrada na Justiça Eleitoral — precisa estar nos sindicatos, nas universidades, nos bairros periféricos. Cada filiado, cada simpatizante tem uma responsabilidade: conhecer esse acordo, defendê-lo e exigir que ele demore menos em decisões sobre economia, saúde e segurança pública.
A unidade progressista não é nostalgia. É necessidade histórica. Cada voto que se dispersa é uma vitória entregue de mão beijada para quem não investe em políticas sociais. O Brasil está vendo como se faz força. Agora, cabe a nós manter essa coligação viva não apenas nas urnas, mas nas ruas, nas comunidades, nos conselhos populares.
Registre esse momento. Compartilhe essa coligação. A mudança exige unidade — e ela acabou de começar.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)