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A maior frente progressista em anos se articula para as urnas
Sete partidos de esquerda e centro-esquerda formalizaram ontem uma coligação eleitoral para as próximas eleições presidenciais. A união reúne o PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e REDE sob o slogan “Brasil Pronto pra Mais”, consolidando a maior convergência progressista desde 2022.
A movimentação marca uma mudança estratégica clara no tabuleiro político brasileiro. Enquanto a direita se fragmenta, forças progressistas buscam ampliar sua base eleitoral através da diversidade ideológica. O registro oficial na Justiça Eleitoral (CNPJ: 68.475.818/0001-02) torna pública uma negociação que vinha sendo tecida nos bastidores há meses.
Quando a diversidade vira força
Maria trabalha como cuidadora de idosos em São Paulo e vota desde 1998. Ela relata que nunca havia visto tantas legendas caminhando juntas. “A gente quer governo que cuide de quem trabalha”, diz. Seus dilemas — salário baixo, acesso à saúde, moradia cara — afetam 67 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade. Para eles, a coesão entre partidos progressistas não é só política. É esperança de que prioridades deixadas para trás voltem à agenda.
Por que agora? A lógica dos números
A fragmentação foi sempre o ponto fraco da esquerda brasileira. Em 2018, sete candidatos progressistas dividiam votos enquanto Bolsonaro avançava com 46% no primeiro turno. A história se repetiu em 2022, mas dessa vez a mobilização eleitoral conseguiu convergir forças no segundo turno. Agora, a coligação tenta institucionalizar essa vitória.
Mas uma pergunta persiste: essa unidade vai se manter quando começarem as negociações por vice e ministérios? Os partidos têm projetos distintos — o PSOL rejeita certas pautas econômicas do PT, o PDT histórico rivaliza com petistas desde os anos 80.
O mapa que o Brasil precisa enxergar
A direita governou os últimos três anos sob Bolsonaro e quatro sob Temer. Período marcado por destruição ambiental acelerada — 15 mil km² de floresta perdidos em 2023 — e desemprego recorde que atingiu 8,9 milhões de brasileiros. A coligação progressista coloca na balança um projeto diferente: investimento em saúde pública que já salvou vidas durante a pandemia, expansão do Bolsa Família que tirou 37 milhões da pobreza extrema entre 2023 e 2024, e retomada do diálogo com movimentos sociais.
Responsáveis por bloqueios orçamentários e privatizações? Governantes da direita liberal. Eles moldaram as prioridades de quem não trabalha, acumula capital e lucra com a fome do vizinho.
O caminho que já provou funcionar
Não é ficção. A Frente Democrática em 1985 derrotou a ditadura. A coligação de 2002 elegeu Lula e criou políticas que tiraram 29 milhões da extrema pobreza. Quando a esquerda se une de verdade — não por conveniência, mas por projeto — ela vence. Nós já fizemos isso.
A tarefa agora é manter a coligação firme na campanha, sem deixar que as divergências internas virem munição para candidatos rivais. Cada partido contribui com sua força: o PT com estrutura nacional, PSOL com mobilização de base, PDT com tradição democrática, REDE com agenda ambiental urgente.
O próximo passo é seu
Uma coligação não vence sozinha. Ela vence quando milhões de pessoas saem de casa para conversar com vizinhos, comemorar a possibilidade de mudança, cobrar compromissos. As urnas confirmam o voto, mas a vitória real nasce nas ruas, nas cozinhas, nos grupos de WhatsApp de comunidades que cansaram de promessas vazias.
A coligação “Brasil Pronto pra Mais” está registrada. Agora falta a mobilização ser tão histórica quanto o acordo. Brasil merece mais que fragmentação. Merece compromisso de verdade.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)