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Lula recebeu o presidente Lee Jae-myung em Brasília esta semana, consolidando uma parceria estratégica que posiciona dois gigantes econômicos do Sul Global em sintonia diante de um mundo fragmentado. A visita marca não apenas um gesto diplomático, mas um realinhamento geopolítico que reverbera em negociações comerciais, tecnologia e influência regional — enquanto democracias ocidentais enfrentam retração de suas margens de manobra internacional.
O que muda na geopolítica quando Brasil e Coreia do Sul se aproximam
A amizade entre os dois países transcende protocolos. Hoje, 350 mil sul-coreanos vivem em território brasileiro, e empresas como Samsung e LG investem bilhões em manufatura e inovação aqui. Quando Lula fala em “novo patamar”, refere-se a acordos concretos em mobilidade urbana, energia renovável e cadeias de semicondutores — setores que determinarão quem lidera a próxima década. Para milhões de brasileiros nas periferias das grandes cidades, isso significa oportunidades de emprego em indústrias de alta tecnologia, hoje concentradas em poucos polos. E isso não é trivial.
Por que essa aliança importa agora
A Coreia do Sul enfrentava isolamento político sob governos anteriores. Brasil também. Ambas as nações sofreram com retórica de desintegração, com líderes que escolhiam confronto sobre diálogo. Desde 2023, porém, há espaço para reconstrução — e as duas maiores democracias do hemisfério sul e leste asiático estão aproveitando. Enquanto potências tradicionais disputam vetustos tabuleiros de poder, Brasil e Coreia do Sul constroem infraestrutura de futuro. Mas qual será o custo de ficar de fora dessa rede? Quem será excluído?
Os nomes por trás das decisões que nos afetam
Lula e Lee não negociam sozinhos. Por trás estão ministérios de defesa, secretarias de desenvolvimento econômico e gabinetes de conselheiros que definem cotas de importação, regulação de tecnologia e investimento direto. Em 2024, a Coreia do Sul anunciou US$ 8 bilhões em novos projetos no Brasil — cifra que financiará fábricas, centros de pesquisa e educação técnica. Isso é poder real. Ao mesmo tempo, elites locais que lucram com importação passiva de tecnologia veem redução de margens. A mudança beneficia trabalhadores e empreendedores que entram em setores de maior valor agregado. Prejudica rentistas de modelo econômico obsoleto.
O que já funcionou em parcerias assim
Vietnã duplicou sua renda per capita em 20 anos ao firmar laços similares com gigantes asiáticos. Indonésia atraiu investimento coreano em cadeia automotiva, criando 200 mil postos de trabalho formal. Nós podemos replicar isso. Não com submissão, mas com negociação equilibrada. Não como receptores passivos, mas como arquitetos de próprio destino. A presença de Lee em Brasília simboliza que Brasil deixou de ser margem — voltou ao centro da conversa que importa.
A hora é agora. Pressione seus representantes para que legislação sobre comércio bilateral seja aprovada rapidamente. Cobra do governo transparência sobre quais setores industriais receberão investimento. E lembre-se: alianças internacionais sólidas é o que permite que um país negocie melhores salários, direitos trabalhistas e oportunidades para sua população. Isolamento nunca beneficiou ninguém — a não ser os que lucram mantendo Brasil pequeno.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)