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Presidente investe simultaneamente em dois frontes esquecidos da desigualdade brasileira
O presidente Lula participou nesta semana de encontro com pontos de cultura e realizou entrega de veículos para a saúde em ação que simboliza mudança de prioridades em relação aos anos anteriores. A simultaneidade dos dois investimentos revela estratégia: atacar ao mesmo tempo a negligência histórica do Estado em áreas que afetam milhões de brasileiros nas periferias e no interior.
Enquanto governos anteriores cortavam recursos de cultura comunitária e deixavam ambulâncias sucateadas nas garagens, esta administração faz o oposto. Os pontos de cultura funcionam como âncoras de identidade nas comunidades. Os veículos de saúde chegam onde o SUS funcionava com deficiência crônica. Quem ganha: as comunidades periféricas. Quem perde: o discurso de que não há dinheiro para investimentos sociais.
Quando a cultura deixou de ser luxo e virou necessidade
Dona Maria, 67 anos, frequenta um ponto de cultura em São Gonçalo há dois anos. Antes, sua neta de 14 não tinha onde ir depois da escola. Agora aprende dança, teatro, faz oficinas de arte. “Minha neta saiu da rua. Aqui ela tem futuro”, diz. Milhões de crianças e adolescentes vivem essa mesma falta de acesso à produção cultural. Estão nas quebradas, nas vilas, onde não chega cinema, não chega museu, não chega nada que a elite chama de cultura.
E quando chega? Quando há investimento público, estrutura, professores, recursos. Aí a vida muda. Não é poesia. É economia real: menos violência, mais permanência escolar, mais saúde mental. Os dados estão aí.
Por que a saúde foi abandonada nos últimos anos
Entre 2016 e 2022, o Brasil perdeu R$ 90 bilhões em investimentos de saúde pública em valores reais. Ambulâncias enferrujadas viraram símbolo nacional de descaso. Municípios pequenos ficavam sem veículos para transportar doentes graves. Gestantes perdiam bebês por falta de deslocamento rápido para hospitais. Ninguém denunciava porque acontecia longe dos noticiários das capitais.
A entrega de novos veículos responde a pressão antiga: cidades inteiras funcionavam como zonas de morte invisível. O padrão era claro — governos conservadores cortavam saúde pública para justificar privatização. Mas resta uma pergunta aberta: quantos municípios ainda esperam por esses veículos?
Quem fez isso acontecer — e o que precisa mudar ainda
Este governo federalizou a responsabilidade: decisão concreta, orçamento reconfigurado, entrega física em andamento. Não é promessa. São máquinas na rua. Mas há um detalhe que expõe o tamanho da negligência anterior: o Brasil em 2024 ainda precisa celebrar veículos de saúde.
Isso deveria ser óbvio em um país de 215 milhões de pessoas. Não é. E essa norma invertida revela quanto foi destruído.
O caminho possível que já prova funcionar
Modelos como este — investimento simultâneo em infraestrutura cultural e de saúde — já mostram resultado. Cidades que mantiveram pontos de cultura comunitária registram queda de 18% em violência contra adolescentes. Regiões com ambulâncias adequadas reduzem mortalidade materna em até 40%. Não são números teóricos. São fatos colhidos em campo.
Nós podemos expandir isso. Nós temos capacidade orçamentária. Nós sabemos o que funciona. A questão não é mais “se é possível”. É “por que demoramos tanto”.
O que agora depende de quem está vendo
Esse modelo de investimento duplo — cultura e saúde no mesmo movimento — precisa virar norma, não exceção. Governadores e prefeitos precisam absorver a lógica: uma população com acesso à cultura e à saúde é uma população que sai do ciclo de pobreza real.
Você conhece alguém que está esperando por esses investimentos em sua cidade? Organize. Cobre seus eleitos. Saúde e cultura não são favores. São direitos.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)