O ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão convocou gestores econômicos e especialistas em uma live para o Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP) nesta semana. O encontro marca um momento decisivo: enquanto milhões de brasileiros enfrentam inflação de alimentos e desemprego disfarçado, o governo tira da gaveta conversas que deveriam ter começado há meses.
A transmissão em tempo real não é apenas burocracia administrativa. É um sinal de que o ministério reconhece a urgência de articular política econômica com a realidade dos mercados regionais. Quem ganha? Trabalhadores e pequenos empresários que dependem de políticas coerentes. Quem perde? Os que apostaram em desalinhamento institucional.
A pressão vem do chão, não de cima
Imagine uma mãe em São Paulo que vê o preço do leite subir 40% em um ano. Ela é apenas uma entre 18 milhões de paulistas que sentem na pele cada decisão econômica tomada — ou não tomada — em Brasília. Quando o planejamento econômico funciona de verdade, essas famílias respiram. Quando falha, respiram fundo mesmo.
Mas por que precisou chegar a este ponto? Por que o diálogo entre ministério e entidades regionais de economia não é permanente? A resposta está na fragmentação: durante anos, políticas federais desembarcaram nas regiões sem consulta prévia. O Corecon-SP reúne economistas, empresários e gestores que vivem a economia real do país. Ignorá-los foi um luxo que o Brasil não podia se dar.
A live revela algo mais profundo ainda.
Quem deveria responder pelos erros?
Villaverde e sua equipe reconhecem agora que coordenação interinstitucional não é detalhe de administração — é política. Taxa Selic alta, crédito caro, investimento retraído. Esses números concretos afetam decisões diárias de gerentes e donos de pequenas empresas. O padrão é claro: quando governo e setor privado trabalham isolados, a economia desacelera. Sempre.
Mas abrir diálogo agora é reagir. Nós precisamos antecipar.
O que já sabemos que funciona
Países que combinam planejamento estratégico com escuta regional — Coreia do Sul, Cingapura, até mesmo Portugal — veem economias mais resilientes. Não é fórmula mágica. É método. A live do Planejamento com o Corecon-SP aponta nesse caminho: criar espaços permanentes onde economia real dialoga com política econômica. Nós podemos fazer isso também.
Nós temos especialistas, dados, experiência acumulada. O que faltava era sair do isolamento.
O próximo passo é seu
Este tipo de encontro deve sair do formato eventual e virar rotina. Acompanhe como seu governo local articula essas conversas. Cobre transparência: quais decisões saíram dessa live? Quais recomendações foram acolhidas? A economia regional não melhora por decreto. Melhora quando governo, setor privado e trabalhadores conversam de verdade.
Assista à transmissão. Questione. Exija continuidade. Isso te afeta diretamente.
Fonte: @MinPlanejamento no X (Twitter)
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