Campo Grande sedia conferência da ONU sobre espécies migratórias

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Começou hoje (23) a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O encontro reuniu neste primeiro dia cerca de dois mil representantes de 132 países e da União Europeia.

A cerimônia de abertura foi marcada pela diversidade, com a participação de pessoas de organizações sociais, representantes de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, além de cientistas e especialistas em biodiversidade e meio ambiente.

Até o dia 29 de março, os participantes vão rever e estabelecer novos acordos de cooperação internacional para a conservação dos habitats e das rotas migratórias de cerca de 1,2 mil espécies. São aves, peixes, mamíferos e insetos como as abelhas, que ultrapassam as fronteiras entre os países, em longas viagens, em busca de alimento ou para reprodução.

Tratado internacional

Segundo a secretária-executiva da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, Amy Fraenkel, também serão analisadas as inclusões de mais 42 espécies a serem protegidas pelo tratado internacional. Esses animais poderão fazer parte de um dos dois anexos que reúnem as listas de espécies ameaçadas de extinção e dos animais que estão sob pressão, mas ainda não correm risco de serem extintos.

Desenvolvimento e conservação

Durante o discurso de abertura, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou que a COP15 é a oportunidade de lançar uma mensagem clara ao mundo de que, se trabalharmos juntos, é possível conciliar desenvolvimento e conservação; gerar riqueza sem destruir o patrimônio natural que nos sustenta; e promover um novo ciclo de prosperidade.

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