O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Finep assinaram, nesta terça-feira (17), contrato para o desenvolvimento de microrreatores nucleares, uma tecnologia inovadora que promete fornecer energia limpa, segura e descentralizada.
O projeto conta com investimento total de R$ 50 milhões, sendo R$ 30 milhões em recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 20 milhões de contrapartida das empresas envolvidas.
⚙️ O que são microrreatores?
São pequenos reatores nucleares, portáteis e altamente seguros, capazes de fornecer energia para cidades de até 20 mil habitantes, comunidades isoladas, indústrias, minas e até data centers. Essa tecnologia também pode ser aplicada na produção de hidrogênio verde e dessalinização de água.
Com baixa pegada de carbono, os microrreatores funcionam encapsulados, com autonomia de até 10 anos, e não exigem grandes linhas de transmissão.
🤝 Quem participa do projeto?
O projeto é liderado pela empresa Diamante Geração de Energia, com participação da INB (Indústrias Nucleares do Brasil), da startup Terminus, além de nove universidades e institutos nacionais, como UFC, UFABC, UFMG, UFSC, IPEN e a Marinha do Brasil.
🔬 Próximos passos
O plano inclui a construção de uma Unidade Crítica (UCri) para testes de segurança, simulações e desenvolvimento de materiais avançados com urânio, berílio e nióbio, utilizando manufatura aditiva.
🗣️ Declarações
- Luciana Santos, ministra do MCTI:
“Estamos escrevendo um novo capítulo da história nuclear do Brasil. Essa é uma inovação radical a serviço do desenvolvimento sustentável e inclusivo.” - Pedro Litsek, CEO da Diamante:
“O futuro da energia passa, necessariamente, pela energia nuclear. Nenhuma outra fonte substitui os combustíveis fósseis com tanta confiabilidade e eficiência.” - Almirante Alexandre Rabello, da Marinha:
“Esse projeto é decisivo para a soberania nacional e segurança energética do país.” - Perpétua Almeida, da ABDI:
“Os microrreatores serão fundamentais para atender comunidades remotas, especialmente na Amazônia e no Nordeste.”
🕗 Quando?
A previsão é que os primeiros microrreatores comerciais brasileiros, com capacidade de até 5 MW, estejam operando em 8 a 10 anos.
Fonte: Assessoria de Comunicação do MCTI | Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)
