Lula posiciona Brasil como potência verde no coração industrial europeu

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O presidente Lula participou da Hannover Messe, maior feira industrial do mundo, em agenda que reposiciona o Brasil não como fornecedor de commodities, mas como potência de transição energética. A visita à Alemanha incluiu reuniões com o chanceler Friedrich Merz, diálogos com empresários dos dois países e visita à sede da Volkswagen em Wolfsburg — sinalizando ao planeta que o Brasil está pronto para liderar a economia verde do século 21.

Enquanto isso, no Brasil, milhões de trabalhadores das indústrias tradicionais enfrentam desemprego e precarização. A aposta de Lula em uma agenda verde não é luxo político — é reconversão econômica urgente. Quem sai ganhando? As empresas que investem em tecnologia limpa, as comunidades que deixam de respirar ar tóxico. Quem fica para trás? Os que não acompanharem essa transição.

Quando a fábrica deixa de poluir

Um operário em Santa Catarina vê a oportunidade de requalificação profissional em energia renovável. Seu filho, na escola pública, aprende sobre célula solar no mesmo ritmo que jovens alemães. Isso não é utopia — é o modelo que funciona na Alemanha desde a década de 1990. Quando transformam produção industrial, não deixam ninguém para trás: reconversão profissional massiva, investimento em educação técnica, subsídios para transição. Dezenas de milhões de brasileiros aguardam essa realidade aqui.

A história que nos trazem até aqui

A Alemanha destruiu sua própria indústria carbônica entre 2000 e 2020. Parou minas de carvão. Fechou plantas inteiras. Mas investiu bilhões em reconversão: painéis solares, turbinas eólicas, baterias. Hoje, 50% da energia alemã é renovável. O Brasil tem sol, água, vento em abundância — recursos que a Alemanha não tem. Por que não fazer aqui o que fizeram lá, mas melhor? A pergunta incômoda: se a Alemanha conseguiu descarbonizar mantendo sua classe trabalhadora, por que o Brasil ainda discute se pode fazer o mesmo?

Nomes, números e responsabilidades

Merz, chanceler de centro-direita alemão, busca parceiros para descarbonização global. A Volkswagen, que fabricava carros a gasolina há um século, agora produz metade de sua frota com baterias elétricas — em Wolfsburg, símbolo da reconversão possível. Dados concretos: Brasil gera 65% de eletricidade de fontes renováveis, mas investe apenas 3% do PIB em tecnologia verde. Enquanto Alemanha investe 8%. A diferença? Enquanto eles avançam, nossos trabalhadores esperam.

O que é possível, a partir de hoje

Nós já sabemos que funciona. Acordos de investimento com a Alemanha para fabricar painéis solares aqui. Programas de requalificação profissional em cidades mineiras em transição. Financiamento público para pequenas empresas que adotarem tecnologia limpa. A Alemanha gastou 500 bilhões em transição energética em 20 anos — e criou 400 mil empregos. Nós temos capacidade de fazer diferente, maior, mais rápido.

A viagem de Lula não é apenas diplomacia. É posicionamento: Brasil não é apenas fornecedor de recursos naturais. É laboratório vivo de economia verde. Isso exige investimento público massivo em educação técnica, incentivo a startups verdes, parcerias internacionais reais — não apenas visitas protocolares.

O que muda agora

Essa agenda verde é redistributiva por natureza. Quem polui perde subsídios. Quem inova ganha acesso a mercados. Comunidades que respiram ar puro ganham saúde pública. O debate de hoje é: Brasil vai acompanhar essa transição com velocidade, ou vai ficar na retaguarda, processando minério enquanto o mundo inventa computadores? A resposta de Lula em Hannover foi clara. Agora, a pergunta é nossa: estamos dispostos a investir o necessário para que nenhum trabalhador fique para trás nessa reconversão? O tempo não espera. A Alemanha já saiu. O Brasil precisa acelerar.

Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)

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