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Governo federal aposta em cinema, TV e plataformas digitais para criar empregos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira um pacote de investimentos em audiovisual que promete revolucionar a indústria criativa brasileira. A iniciativa marca o retorno de políticas públicas robustas para cinema, televisão e plataformas digitais após anos de abandono orçamentário. O anúncio alcança milhões de profissionais que dependem desse ecossistema: roteiristas, técnicos, produtores e artistas que enfrentam precariedade estrutural.
O programa coloca o Brasil novamente na disputa internacional por conteúdo de qualidade, enquanto cria oportunidades de renda em estados onde a indústria cultural permanecia invisível nas prioridades governamentais. Quem ganha? Criadores brasileiros. Quem perde? Aqueles que lucravam com a escassez de investimento público.
Quando a câmera ligada muda vidas
Maria trabalha há dez anos como diretora de fotografia em São Paulo. Passou anos negociando projetos com orçamentos migalhas, frequentemente sem receber direitos autorais. “Vi meus filhos crescerem enquanto eu fazia cinema por ideologia, não por sustento”, conta ela. Mas Maria não está sozinha. Cerca de 150 mil profissionais do audiovisual no Brasil enfrentam desemprego ou subemprego estrutural. Quando há investimento público, essas pessoas voltam ao mercado de trabalho. Suas famílias comem melhor. Suas cidades respiram criatividade.
Esse não é um luxo cultural.
A história que nos deixou para trás
Entre 2019 e 2022, o orçamento para audiovisual desabou 80%. Enquanto streaming americano e coreano conquistava audiência global, o Brasil encolhia. A razão é política: houve deliberada escolha de não financiar a indústria criativa. Quem lucrou? Plataformas estrangeiras que distribuem conteúdo importado em território brasileiro sem pagar impostos equivalentes. Quem ficou para trás? Milhares de pequenas produtoras, diretores independentes e técnicos especializados que migraram para países vizinhos.
O investimento anunciado agora responde uma pergunta crucial: por que deixamos gigantes do streaming americano dominarem nossas telas enquanto nossa própria indústria morria de fome?
Nomear o problema, apontar a solução
Governos anteriores trataram audiovisual como item supérfluo. Cortaram verbas ano após ano. O resultado é concreto: menos de 10% das séries assistidas por brasileiros em plataformas são de produção nacional. Isso não é acaso. É negligência institucionalizada.
Mas nós podemos fazer diferente.
Argentina recuperou sua indústria audiovisual com políticas públicas diretas. Colômbia transformou Bogotá em hub de produção latino-americana. México domina exportações de conteúdo na região. Todos fizeram via investimento estratégico em capacitação, infraestrutura e financiamento de projetos independentes. O Brasil tem tudo isso. Tinha. Agora resgata.
O que muda a partir de agora
O anúncio prevê linhas de crédito direto para produtoras, subsídios para distribuição internacional, bolsas para roteiristas e técnicos, e modernização de estúdios públicos. Não é doação. É investimento que retorna em impostos, empregos e influência cultural global.
Quando nós investimos em criatividade, a criatividade retorna em forma de desenvolvimento econômico local, geração de renda e afirmação da identidade cultural brasileira no mundo.
O momento é agora
Essa mudança demanda acompanhamento. Exige que Estados e municípios criem suas próprias políticas de audiovisual complementares. Requer que a sociedade civil fiscalize a execução dos recursos.
A pergunta que fica: vamos finalmente reconhecer que cinema, série e conteúdo digital não são luxo — são infraestrutura cultural de uma nação que se respeita? Pressione seu representante. Acompanhe a execução. O Brasil que filma a si mesmo é o Brasil que se reimagina.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)