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O presidente Lula transformou a celebração do Dia dos Namorados em convite político explícito: amar é também responsabilidade de Estado. A mensagem, dirigida a “todos os brasileiros”, não fala apenas de sentimentos privados, mas de uma filosofia de governo que coloca o cuidado no centro das políticas públicas.
Quando o presidente diz “amar também é cuidar, respeitar, valorizar”, está codificando uma narrativa maior. Para milhões de brasileiros que vivem em situação de vulnerabilidade — famílias sem casa, crianças sem escola adequada, trabalhadores sem direitos —, a declaração representa mais do que retórica: é promessa de que o Estado se comportará como quem ama. Quem lucra com abandono? Os que historicamente trataram política social como caridade descartável.
Quando o cuidado vira ato revolucionário
Maria, 34 anos, mãe de três filhos em São Paulo, ganhou acesso a creche pública graças a expansão de programas de assistência. Ela não pensava nisso como “amor político”. Pensava em poder trabalhar. Pensava em respirar. Mas o conceito do governo conecta pontos invisíveis: cada política de cuidado — creche, saúde, moradia — é expressão material de respeito à vida humana. São 72 milhões de brasileiros em famílias pobres ou extremamente pobres. Todos vivem diariamente a questão: quem cuida de quem neste país?
A reconfiguração começou antes dessa mensagem. Expansão do Bolsa Família para 21 milhões de famílias. Investimento em saúde pública durante crise sanitária. Programas de reforma agrária e habitação que recolocam dignidade como categoria política. Mas por que ainda existem cidades inteiras onde o Estado é ausência?
O abandono tem nome e endereço
Gestões anteriores cortaram 50 bilhões de reais de investimentos sociais entre 2016 e 2022. Enquanto isso, concentração de renda subiu. O padrão é claro: quando política social vira “gasto”, em vez de “investimento”, quem sofre é quem já estava caído. Pattern Interrupt: amor é o oposto de indiferença.
Os atores responsáveis têm endereço político. Não é abstrato. É decidir todos os anos onde cada real vai. É escolher entre cuidado universal ou mercado excludente. O governo atual escolheu direção oposta: fortalecer laços familiares significa dar condições para que famílias não se despedacem pela miséria.
O modelo que já funciona existe
Países europeus construíram décadas de estabilidade fundando-se em conceitos próximos: o Estado do bem-estar não é caridade, é contrato social. Aqui, nós estamos reconstruindo esse contrato depois de anos de desmonte. Convite ao Dia dos Namorados não é romantismo vazio — é comunicação estratégica: amor também é infraestrutura. É garantir que casais possam ficar juntos sem precisar escolher entre aluguel e comida.
Nós — cidadãos que acreditamos que direito não é favor — podemos transformar essa mensagem em pressão concreta: exigir que promessas de cuidado virem orçamento, legislação, programas mensuráveis.
O que fazer agora
A celebração de amor no Brasil só é genuína quando inclui: acesso à creche para toda criança, moradia digna, trabalho com direitos, saúde preventiva e de qualidade. Exija de seu governo municipal e estadual planos concretos de cuidado. Acompanhe como cada real de investimento social é gasto. Ame também cuidando da democracia que garante esses direitos.
Amar transformou-se em ato político. Agora depende de nós manter a pressão para que siga sendo.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)