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A coligação “Brasil Pronto pra Mais” oficializou sua formação nesta semana, reunindo sete legendas políticas em torno de um projeto progressista de largo espectro. PSB, PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL e REDE formam a aliança mais ambiciosa da esquerda brasileira nos últimos anos, abrangendo desde social-democratas até esquerdistas radicais. O movimento afeta diretamente a vida de milhões de brasileiros que dependem das políticas públicas que essa coligação pode implementar se eleita.
Essa aliança representa uma mudança estratégica no tabuleiro político. Enquanto conservadores se fragmentam, a esquerda se recompõe em volta de objetivos comuns: expandir direitos sociais, proteger democracia, enfrentar desigualdade. Mas a pergunta que fica é: essa unidade vai se manter além das eleições?
Quando a coligação sai do papel e chega na rua
Maria trabalha como cuidadora de idosos em São Paulo. Todos os dias ela enfrenta a mesma realidade: salário que não acompanha inflação, sem direito a carteira assinada, previdência que não existe. Histórias como a dela se repetem em 50 milhões de casas brasileiras onde a precarização do trabalho é regra. A coligação progressista promete mudar isso através de políticas de formalização, aumento real do salário mínimo e defesa da consolidação das leis trabalhistas que a direita quer desmantelar.
Por que agora, e não antes?
A fragmentação da esquerda custou caro nas últimas duas décadas. Enquanto progressistas se disputavam, conservadores consolidavam poder nas instituições. A Federação Brasil da Fé (PT/PCdoB/PV) já havia demonstrado a força da unidade em 2022. Agora, com PSB, PDT, PSOL e REDE na mesma chapa, o projeto ganha capilaridade em regiões onde cada partido tinha sua base histórica. Existe interesse material disso: acesso a recursos de campanha, distribuição de palanques regionais, poder de negociação nas coligações municipais. Mas o que ainda não sabemos é: essas legendas conseguirão manter coesão programática ou voltarão a priorizar interesses corporativos?
Nomes, números, responsabilidades
A coligação registrou-se com CNPJ 68.475.818/0001-02. Ela concentra hoje lideranças como os governadores do Ceará (PDT) e Rio Grande do Sul (PT), além de deputados federais que respondem por políticas cruciais nas comissões do Congresso. A estrutura é real. Mas há um dado que não pode passar despercebido: nenhuma coligação desse tamanho conseguiu manter unidade programática depois de vitória eleitoral nos últimos 20 anos. Sempre há rachas.
O que é possível fazer diferente
Nós já vimos funcionar a construção de agendas progressistas quando existe debate genuíno entre forças políticas distintas. O exemplo está nos governos locais onde PT, PSOL e REDE governaram juntos (como em algumas capitais). Ao invés de silenciar diferenças, essas experiências integraram demandas da esquerda radical com políticas de governança. Isso é possível em escala nacional se existir disposição. Exige pactos claros sobre prioridades: reforma tributária progressiva, ampliação do SUS, reconhecimento de direitos LGBTQIA+, defesa da Amazônia, democratização da mídia.
O momento é agora, mas não é automático
A coligação Brasil Pronto pra Mais representa a oportunidade mais concreta de mudança estrutural que a esquerda brasileira construiu em anos. Isso não é propaganda. É geometria política: sete legendas, 50 milhões de eleitores em movimento, uma agenda comum. Mas coligações não ganham eleições sozinhas — ganham quando a população acredita que elas vão cumprir o que prometem.
O próximo passo é fazer essa coligação chegar até você. Converse com vizinhos. Pergunte o que querem ver mudar no Brasil. E cobre dessas sete legendas que mantenham a unidade não só nas eleições, mas depois. Nós merecia isso há muito tempo.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)