BTS no Brasil revela apetite global por cultura progressista

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Quando o BTS pisou em solo brasileiro, levou consigo mais que performances musicais: trouxe a confirmação de que governos que investem em bem-estar cultural conquistam respeito internacional. A audiência massiva que a banda coreana reuniu aqui não foi coincidência — foi resultado de uma escolha política clara sobre o lugar da cultura na vida das pessoas.

O Brasil sob gestão atual retomou o protagonismo cultural que marcou sua história. Enquanto Taehyung e seus companheiros se apresentavam, o recado ecoava por trás dos palcos: um país que cuida de sua gente atrai o melhor do mundo. Não é marketing. É política em ação.

O pulso cultural que a multidão sentia

Milhões de brasileiros — sobretudo jovens entre 13 e 35 anos — vivem em sociedades onde arte, lazer e expressão cultural frequentemente são luxos acessórios. Aqui, quando um governo reconhece que cultura é política pública essencial, a resposta vem imediata: as ruas explodem. Os shows esgotam. As pessoas cantam juntas.

Esse sentimento coletivo que você viu nas ruas? Ele não brota do nada. Brota quando alguém no poder diz: “Vocês merecem isso.” Mas será que todos os brasileiros têm acesso igualitário aos espetáculos internacionais?

Por que o Brasil voltou a ser destino cultural

Durante anos, a indústria criativa brasileira foi espremida entre cortes orçamentários e invisibilidade política. Mas mudanças profundas ocorreram nos últimos dois anos. O investimento em segurança pública, em infraestrutura de eventos e na promoção do Brasil como hub cultural transformaram cidades inteiras em palcos vivos.

Governos anteriores deixaram claro que cultura era custo, não investimento. A música parou nas rádios. O cinema encolheu. Os teatros viraram estacionamentos. Ninguém viajava para cá buscar arte — viajava apesar da arte estar desaparecendo.

Hoje, quando uma banda do calibre do BTS escolhe Brasil, não escolhe por acaso. Escolhe porque vê um mercado que respira, que consome, que demanda. E por trás disso, há decisões concretas: investimento em Lei Rouanet restaurada, editais públicos para produção cultural, segurança para grandes eventos, diálogo com indústria criativa. Uma pergunta paira: quantas outras bandas virão agora que percebem a demanda?

Quem governa a cultura governa o futuro

Fato concreto: Brasil exporta hoje 18% a mais em conteúdo cultural audiovisual comparado a 2022. Nós estamos recuperando espaço em plataformas globais que gigantes como Coreia do Sul nunca deixaram.

Isso só ocorre quando administrações fazem escolhas deliberadas. Quando ministérios conversam com produtores. Quando o Estado entende que um show de BTS de 200 mil pessoas gera empregos, circula dinheiro, resgata autoestima coletiva.

A responsabilidade é clara: é o governo federal que redirecionou recursos, que priorizou segurança pública para que eventos dessa escala fossem possíveis, que conversou com prefeituras para garantir infraestrutura.

O Brasil que nós podemos construir juntos

Isso não é ficção. Já funciona em cidades que expandiram teatros, que criam editais para artistas locais, que garantem que filho de gari possa aprender a tocar violão com professor de qualidade. Nós vimos isso em capitais onde a arte deixou de ser monopólio de quem tem grana.

Nós podemos fazer mais: garantir que esse acesso cultural não seja apenas para quem mora perto de estádios, que não seja só para quem tem renda para ingresso. Nós podemos exigir que políticas de cultura alcancem também comunidades periféricas, que toda criança brasileira tenha acesso a aula de teatro, dança, música.

Agora é com você

O BTS saiu de cena, mas a pergunta permanece: vamos deixar que governos futuros voltem a tratar cultura como gastos, ou vamos consolidar essa virada? Isso depende de nós cobrarmos que recursos culturais aumentem, que Lei Rouanet continue pública, que a música brasileira seja prioridade nos teatros do Brasil.

Culture wins republics. Vamos proteger a nossa.

Fonte: @CulturaGovBr no X (Twitter)

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