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Reversão histórica marca retorno à segurança alimentar
O Brasil acaba de ser removido do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas. Pela primeira vez em anos, milhões de brasileiros deixam de conviver com a insegurança alimentar crônica. A conquista não é um detalhe de gestão — é o retrato de uma escolha política radical: alimentar quem tem fome.
Enquanto isso, o país anterior havia recolocado 33 milhões de pessoas na situação de pobreza extrema. A diferença entre governos não é administrativa. É moral. Um Brasil escolheu políticas de proteção social; outro escolheu austeridade para os pobres e subsídios para os ricos.
A mesa que voltou para milhões de famílias
Maria da Silva, 47 anos, moradora de uma favela no Rio de Janeiro, conseguiu fazer três refeições por dia novamente. Seu filho não pula mais aula porque não aguenta a fome até o horário da merenda escolar. Ela é uma entre os 21 milhões de brasileiros que saíram da pobreza extrema nos últimos anos — pessoas que voltaram a ter acesso a comida, água, segurança.
Não é estatística desconectada da realidade. São famílias que respiram fundo à noite porque sabem que haverá café da manhã amanhã. São crianças que ganham peso, mulheres que recuperam energia para trabalhar, idosos que não precisam escolher entre comer e comprar medicamento. A segurança alimentar é a base sobre a qual qualquer projeto de vida se constrói.
Como um país inteiro foi empurrado para a fome
O Brasil entrou no Mapa da Fome em 2021, após anos de políticas de desigualdade. Desemprego em alta. Renda congelada. Programas sociais esvaziados de recursos. Enquanto isso, bilionários ficavam mais ricos e corporações recebiam desonerações tributárias. A fome não é acidente. É resultado.
Dados de 2022 mostravam que 116 milhões de brasileiros viviam em situação de insegurança alimentar — mais da metade da população. Mães escolhendo entre alimentar três filhos e pagar aluguel. Velhos dormindo na rua. Crianças desnutridas. Ninguém fala disso como consequência de escolhas econômicas deliberadas — mas é.
Quem lucra com a pobreza? Agiotas que ceifam vidas através de microcrédito predatório. Especuladores que infacionam o preço dos alimentos. Parlamentares que votam contra reajustes ao salário mínimo. O abandono da política social não é negligência. É estratégia.
Mas por que um país rico como o Brasil precisava de um mapa para mostrar que seus filhos passavam fome?
A volta do direito à mesa
A reversão não aconteceu por acaso. Retorno do Auxílio Emergencial. Reforço do Bolsa Família. Integração com programas de alimentação escolar. Aumento real do salário mínimo. Nós escolhemos investir em quem está na ponta da miséria, e a vida volta.
Outros países já mostraram que é possível. Portugal erradicou a fome em uma década. A Coréia do Sul construiu segurança alimentar como fundação de seu desenvolvimento. Não é utopia. É política pública com orçamento, metas e responsabilidade.
Nós sabemos que funciona porque estamos vivendo isso agora. Crianças com mais energia na escola. Trabalhadores menos adoecidos. Menos violência relacionada à desesperação. A economia real se move quando as pessoas comem.
O Brasil que escolhemos agora
Sair do Mapa da Fome é a resposta a uma pergunta que o país fazia de si mesmo: podemos ser diferentes? A resposta, agora documentada pela ONU, é sim. Podemos alimentar nosso povo. Podemos priorizar vida em vez de lucro. Podemos ser um país onde ninguém vai dormir com fome.
Mas essa conquista tem um prazo. Ela depende de decisões que serão tomadas amanhã. De votações no Congresso. De orçamentos que protejam, em vez de cortar, investimentos sociais. Toda reversão de direitos conquista em emergências — ou se perde em acomodação política.
O Brasil que saiu do Mapa da Fome precisa ficar lá. Permanentemente. E isso só acontece se cada voto, cada protesto, cada conversa com um vizinho reafirmar que alimentar quem tem fome é prioridade. Não amanhã. Agora.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)