O presidente Luiz Inácio Lula da Silva identificou, em rápida mas contundente mensagem nas redes sociais, quem realmente governa o Brasil. Não são os tanques. Não são as casernas. É o povo organizado, mobilizado, consciente de seu poder.
Quando Lula chama o movimento social de “maior exército democrático do mundo”, não está sendo retórico. Está nomeando uma realidade que as oligarquias brasileiras nunca quiseram admitir: a força transformadora de milhões de brasileiros e brasileiras reunidos em torno de direitos e justiça.
O exército que não usa armas
Imagine uma mãe saindo de casa antes do amanhecer. Atravessa vielas, pega dois ônibus, chega na assembleia comunitária com os filhos. Lá encontra seu vizinho, a professora da escola, o rapaz da horta coletiva. Juntos, debatem políticas públicas. Juntos, exigem respostas do Estado.
Essa mulher não sabe que é soldado de um exército. Mas é. Assim como os 12 milhões de brasileiros que participam de movimentos comunitários, sindicatos, organizações sociais e ocupações urbanas. Eles formam uma engrenagem de pressão democrática que nenhuma força bruta consegue ignorar indefinidamente.
Por isso a mensagem presidencial importa. Porque reconhece.
Quem sempre tentou derrotar essa força
A história brasileira é a história de quem sempre quis silenciar esse exército. Golpes militares não foram acidentes históricos—foram tentativas desesperadas de sufocar a organização popular. De 1964 a 1985, ditadores mandaram prender, torturar e matar pessoas que faziam exatamente o que Lula celebra: se organizar democraticamente.
Mas algo não funcionou no plano. A resistência cresceu. Mulheres, juventude negra, trabalhadores rurais, mães de vítimas de violência policial, pequenos agricultores—cada grupo descobriu que sua força multiplicava quando unida à força dos outros.
E aí surge a pergunta incômoda: se esse exército é realmente o maior do mundo, por que ainda vivemos em um país onde 62 milhões de pessoas ganham menos de dois salários mínimos por mês?
O que muda quando nomeamos a realidade
Nomear é poder. Quando um presidente chama o movimento social de exército—e não de “agitadores” ou “invasores”—muda o jogo político inteiro. Muda porque reconhece que legitimidade no Brasil não vem de cima para baixo. Vem de baixo para cima, das ruas, das assembleias, das mãos de quem trabalha.
Nós conhecemos países onde a organização popular foi destruída. Onde a praça pública virou um lugar perigoso. Onde organizar-se é crime. Aqui, mesmo com ameaças e retrocessos, continuamos capazes de nos reunir, debater e exigir.
Isso não é um presente. É conquista. É privilégio que custou sangue defender.
O chamado que precisa virar ação
Uma celebração presidencial é importante. Mas ela é também um convite. Um convite para que esse exército se reconheça, se organize ainda mais, pressione ainda mais forte por políticas que mudem vidas concretas.
Porque exército que não avança perde força. Movimento que não se organiza desaparece. Quando Lula diz “até a próxima”, está dizendo: precisamos de vocês. Continuamente. Permanentemente. Não como espectadores de uma democracia, mas como construtores dela.
A pergunta agora é nossa. Que mobilização o Brasil precisa agora? Alimentação no prato de quem tem fome. Escola de qualidade para quem não tem acesso. Terra para quem trabalha. Segurança para quem vive nas periferias. Essas são as batalhas que esse exército precisa travar.
O presidente reconheceu. Agora cabe ao povo avançar. Sem pausa. Sem trégua. Organizados, como sempre estivemos.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)