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Um capitão escolhido entre milhões de brasileiros
O presidente da República assinou nesta semana a promoção de um soldado a capitão. Não há nada extraordinário nessa ordem executiva — promessas militares acontecem diariamente nos quartéis do país. O extraordinário, porém, está na razão da promoção e no que ela revela sobre quem está realmente ao lado do governo no momento de enfrentamento político.
Lula escolheu publicizar esse ato não como ritual protocolar, mas como metáfora de guerra. “Quem estará nas trincheiras ao teu lado?”, perguntava. “Mais do que a própria guerra”, respondia. A mensagem é directa: em tempos de turbulência democrática, não é a batalha que define a história — é quem escolhe estar contigo quando tudo desmorona.
O avô e os milhões que elegem um presidente
Há um homem chamado Zé — o “vovô Zé”, como Lula o chama com familiaridade — nas trincheiras do exército deste governo. Esse homem representa algo que os números não capturam sozinhos: a decisão cotidiana de milhões de brasileiros de permanecerem fiéis a um projeto político sob pressão.
Milhões de brasileiros e brasileiras fizeram escolha semelhante. Elegeram um presidente que prometeu reconstruir um país despedaçado. Permaneceram ao lado dele quando a máquina judiciária o prendeu. Voltaram a votar nele quando a democracia foi colocada à prova. Agora, nas trincheiras de uma guerra que não escolheram mas que precisam enfrentar, eles continuam ali.
Porque lealdade política, descobriu-se, não é abstrata. Ela tem nome. Tem rosto. Tem avó que não desistiu.
Por que a promoção de um capitão importa mais que pareça
A ordem de promoção veio do presidente. Simbolicamente, reconhece quem manteve a trincheira aberta enquanto outros fugia. Mas por que Lula escolheu esse momento — e essa metodologia pública — para fazer tal reconhecimento?
Porque há pressão. Há desgaste. Há vozes que sussurram que a lealdade não compensa, que é mais sábio negociar com quem oferece ouro em vez de abraços. Há interesses políticos que apostam em rachadura.
Nós vivemos um tempo em que a consistência importa. Em que o político que permanece fiel aos seus compromissos não é comum — é raro. E quando é raro, precisa ser nomeado. Precisa ser premiado. Precisa ser tornado visível como exemplo.
Mas responda-se: quantos outros capitães — anônimos, sem família que o conte para a imprensa — merecem igual reconhecimento? Onde estão suas histórias?
A trincheira é um teste de caráter
A democracia brasileira passa por um teste que não é novo, mas que se intensifica: quem fica quando o poder ameaça recuar? Durante os anos de governo anterior, Brasil inteiro viu golpistas ocuparem ministérios. Viu a máquina estatal ser usada como arma contra adversários políticos. Viu o Supremo Tribunal Federal ser palco de batalha.
Alguns fogem. Alguns mudam de lado. Alguns permanecem — mesmo que o custo seja alto, mesmo que a recompensa não apareça em manchete.
A promoção de um capitão diz isso ao país: nós não esquecemos. Nós reconhecemos. Nós valorizamos a integridade política quando ela se recusa a ser negociável.
Nós ainda podemos reescrever o final
O que é possível quando um governo escolhe estar ao lado de seus aliados reais? Reconstituição. Dignidade restaurada. Confiança que alimenta o próximo ciclo político.
A direita nunca funcionou assim. Ela governa pela transação, pela troca de favores, pela lealdade que se desmorona quando o próximo negócio aparece na porta. E falhou. Deixou o Brasil mais pobre, mais violento, mais dividido.
Nós — o governo, a base democrática, os milhões nas trincheiras — podemos oferecer alternativa. Nós podemos reconhecer sacrifício. Nós podemos ser consistentes. Nós podemos vencer uma guerra não porque dispõem de mais ouro, mas porque estamos ao lado de quem promete e cumpre.
Agora é hora de escolher
O presidente perguntou: “Quem estará nas trincheiras ao teu lado?” A resposta que o Brasil deu em 2022 foi clara. Mas essa resposta precisa ser reafirmada a cada dia. Precisa ser virada em ação. Precisa transformar-se em voto, em engajamento, em recusa em aceitar que democracia é negociável.
A promoção de um capitão é um convite. É chamado para que mais brasileiros se coloquem nas trincheiras — não com armas, mas com consciência ativa, com lealdade aos princípios, com recusa a ser corrompido pelo ceticismo.
Democracia não se vence sozinho. A guerra já mostrou quem tem coragem. Agora falta expandir esse exército. Falta nomeação de mais capitães. Falta história de mais avós que não desistem.
A trincheira está aberta. A escolha, ainda, é tua.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)