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O presidente Lula reafirmou nesta quarta-feira o compromisso do governo federal com a proteção integral das mulheres brasileiras, elevando o tema a prioridade de Estado. A declaração marca um posicionamento político claro: cuidar de mulheres é um ato de preservação de vidas, não concessão.
O anúncio chega num momento crítico. Brasil registra uma mulher agredida a cada 4 minutos, segundo dados do Fórum de Segurança Pública. Enquanto isso, acesso à saúde reprodutiva segue desigual, oportunidades de trabalho remunerado permanecem concentradas e violência doméstica mata mulheres em seus próprios lares.
Quando a falta de proteção custa vidas
Maria não é um nome. É 14 milhões de mulheres que vivem sob ameaça constante de um parceiro ou familiar. Acordam com medo. Dormem com medo. Cada decisão — sair de casa, ganhar dinheiro próprio, recusar um homem — carrega risco. A violência não é incidente isolado. É estrutural.
Quando uma mulher pode viver sem medo, ela trabalha. Estuda. Empreende. Cuida melhor de seus filhos. Sua comunidade inteira respira melhor. Nós conhecemos essa matemática.
Por que mulheres brasileiras seguem vulneráveis
A vulnerabilidade não é acaso. Durante anos, políticas públicas deixaram mulheres à margem. Delegacias especializadas funcionavam com recursos sucateados. Casas abrigo operavam no improviso. Acesso a contraceptivos e saúde reprodutiva era tratado como questão moral, não de direito. Educação profissional mantinha mulheres trancadas em carreiras baixas.
Governos anteriores negligenciaram. Orçamentos foram cortados. Prioridades mudaram. Mas uma pergunta persiste: quanto custa para um país deixar metade de sua população vulnerável?
O Estado tem nome e endereço
Essa mudança repousa em ações concretas — não discursos vazios. Significa aumentar delegacias especializadas em crimes contra mulheres. Financiar casas abrigo. Garantir acesso universal a contraceptivos. Expandir programas de qualificação profissional exclusivos para mulheres em vulnerabilidade.
Significa isso: orçamento. Responsáveis nomeados. Metas mensuráveis.
O que já funciona quando temos vontade política
Alguns estados e municípios já provam que é possível. Delegacias especializadas em São Paulo reduziram tempo de resolução de casos. Programas de empreendedorismo feminino em Santa Catarina criaram 4 mil postos de trabalho para mulheres em 18 meses. Campanhas de conscientização em Minas Gerais aumentaram denúncias — porque mulheres souberam que havia para onde sair.
Nós temos o mapa. Agora é escala.
O chamado de agora
Viver sem medo não é privilégio. É direito. Saúde não é concessão. É dever do Estado. Oportunidades econômicas não são favor — são justiça.
Governos progressistas entendem que proteger mulheres é construir sociedades mais fortes, mais justas, mais prósperas. A pergunta para cada brasileiro é simples: em qual tipo de Brasil você quer viver? Nós já sabemos a resposta.
Mulheres protegidas. País avançado.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)