OUÇA ESTE ARTIGO — AGENDA POSITIVA
O Brasil acaba de inaugurar uma estrutura que pode reescrever a história do acesso a medicamentos no país. A nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, no Rio de Janeiro, representa mais do que um prédio: é a aposta do governo em quebrar a dependência externa que custou caro demais aos brasileiros durante a pandemia.
Enquanto outras nações esperavam por doses, o Brasil precisava negociar. Enquanto medicamentos chegavam com preços inflacionados, nosso povo pagava a conta. Agora, essa instituição inaugura com missão clara: desenvolver tecnologias, medicamentos, vacinas e diagnósticos para o SUS — dentro de nossas fronteiras, sob controle público.
A farmácia que o Brasil merecia
Maria trabalha na rede pública há 23 anos. Viu gente morrendo esperando por medicamentos que custavam fortunas no mercado privado. Histórias como a dela multiplicam-se por 215 milhões de brasileiros que dependem integralmente do SUS. Quando a Fiocruz desenvolve um remédio, não é para lucro — é para vida. É para que o servidor público, o agricultor, a mãe solo tenham acesso garantido, não negociado.
Esse é o jogo que muda de lado agora.
Por que o Brasil precisava disso ontem
Durante décadas, as multinacionais farmacêuticas definiram o preço da saúde brasileira. Covid revelou a fragilidade: dependíamos de importações para vacinas que salvavam vidas. A indústria privada não se interessa por doenças de pobres — leishmaniose, dengue, tuberculose. O mercado para essas doenças é pequeno. Mas para 40 milhões de brasileiros que vivem em vulnerabilidade, essas doenças são a realidade de cada dia.
A pergunta que não cala: quantas mortes evitáveis teríamos tido se essa capacidade tecnológica existisse antes?
O que muda a partir de agora
Nós — como sociedade, como país — ganhamos uma instituição que produz conhecimento para a coletividade, não para acionistas. A Fiocruz já provou isso: vacina contra dengue, tecnologia de ponta, pesquisa sem compromisso com o lucro máximo. Agora amplia essa operação. Desenvolve. Produz. Distribui pelo SUS.
Já funciona assim em Cuba, que com orçamento ínfimo mantém população mais saudável que muitos países ricos. Na China, a indústria farmacêutica estatal garante acesso universal. Não é ficção. É política de saúde que coloca vida acima de lucro.
O que está em jogo
Investir em ciência e tecnologia para o SUS é investir em soberania sanitária. É investir em liberdade — a liberdade de um país não ser refém de laboratórios estrangeiros quando uma crise de saúde global bate à porta. É investir em dignidade: que cada brasileiro acorde sabendo que seu medicamento, sua vacina, seu diagnóstico não depende de quanto pode pagar, mas do direito que tem.
A Fiocruz não é apenas um centro de pesquisa. É uma trincheira pela vida.
Acompanhe essa transformação. Divida. Cobre de seus representantes o financiamento robusto que essa instituição merece. Porque a saúde que sai dessa sede não é só clínica — é política. É resistência.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)