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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta semana a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fundação Oswaldo Cruz, consolidando um investimento estratégico na produção de conhecimento científico nacional. A estrutura reforça o compromisso do governo federal em transformar pesquisa acadêmica em soluções concretas para os 215 milhões de brasileiros que dependem do Sistema Único de Saúde.
O gesto tem peso político claro: enquanto gestões anteriores esvaziaram orçamentos de ciência e tecnologia, o governo atual reconstrói infraestrutura de pesquisa que havia sido abandonada. O CDTS representa mais que um prédio — é a aposta de que inovação em saúde não precisa vir do exterior se investirmos em cérebros e laboratórios aqui dentro. Quem ganha: comunidades vulneráveis esperando por medicamentos acessíveis. Quem perde: a lógica de dependência tecnológica que enriquecia importadores.
Quando a pesquisa finalmente olha para quem mais precisa
Imagine uma mãe no interior do Maranhão cujo filho convive com uma doença rara. Até agora, sua esperança passava por medicamentos importados, caros, frequentemente indisponíveis. No CDTS, pesquisadores trabalham em projetos que poderiam mudar essa realidade — desde o desenvolvimento de fármacos até tecnologias de diagnóstico de baixo custo. Milhões de brasileiros em situação de pobreza vivem nessa espera. Cada descoberta neste centro pode significar a diferença entre esperança e abandono. Mas isso só acontece se continuarmos alimentando essa máquina de inovação com recursos e visão de longo prazo.
O hiato que ninguém fala: por que o Brasil parou de inovar
A história recente é deprimente. Entre 2016 e 2022, orçamentos de pesquisa foram cortados sucessivamente. Laboratórios fecharam. Pesquisadores migraram. A Fiocruz, uma das maiores instituições de pesquisa do mundo, virou sinônimo de sucateamento. Por quê? Porque governos anteriores priorizavam austeridade sobre futuro. Porque havia interesse político em nos manter dependentes de tecnologia estrangeira — mais fácil de controlar, mais lucrativo para importadores. O CDTS representa a quebra desse ciclo. Mas há uma pergunta que fica no ar: conseguiremos manter esse investimento com consistência, ou voltaremos ao abandono na próxima crise política?
Nomeando quem construiu a ruína — e quem está reconstruindo
Os cortes de 2017 a 2022 custaram caro. Pesquisadores perdidos não voltam rápido. Equipamentos obsoletos precisam ser repostos. O dano foi real, mensurável, deliberado. Agora, a reconstrução exige mais que um discurso: exige orçamentos consistentes. A Fiocruz recebe sinais claros de que será parceira central da agenda de inovação. Sinal claro. Essa decisão não é neutra — é política no melhor sentido, porque nega a lógica que prendia o Brasil na dependência tecnológica.
Nós já sabemos o que funciona
Cuba, com economia um décimo da nossa, produz vacinas de classe mundial. Israel, pequeno, lidera em biotecnologia. Vietnã construiu capacidade de diagnóstico em meses quando precisou. Nós podemos fazer mais e melhor. Não por caridade — por necessidade estratégica. Quando nós, brasileiros, investimos em pesquisa de ponta, criamos empregos qualificados, reduzimos custos de saúde e recuperamos soberania tecnológica. O CDTS é a prova de que a escolha é possível. A pergunta agora é se nós vamos sustentar esse compromisso.
O que fazer agora
A inauguração é início, não fim. Precisamos que parlamentares garantam orçamento multianual para pesquisa. Que universidades e institutos federais recebam investimento compatível com sua missão. Que pesquisadores brasileiros tenham razão para ficar aqui. Compartilhe essa história. Cobre dos seus representantes. Porque ciência não é luxo — é direito de quem precisa de medicamento, de diagnóstico, de esperança. Inovação em saúde começa aqui. Agora é com nós.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)