Lula aposta na construção para reconstruir economia e empregos

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Presidente abre encontro internacional e sinala prioridade para geração de postos de trabalho

O presidente Lula participou nesta semana da abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção, reafirmando o compromisso do governo federal com um setor que emprega 14 milhões de brasileiros e movimenta bilhões em investimentos. O evento reuniu lideranças do mercado construtivo global, sinalizando que o Brasil quer recuperar protagonismo em uma indústria fundamental para infraestrutura, habitação e geração de renda.

A presença presidencial no evento não é protocolo vazio. Representa escolha política clara: enquanto alguns setores dominantes apostam em austeridade e corte de gastos, a gestão federal investe em construção como vetor de desenvolvimento. Quem ganha? Trabalhadores da obra, fornecedores de materiais, pequenas e médias empresas. Quem perde com esse modelo? Os que especulam com imóveis e apostam em financeirização sem produção real.

O pedreiro que constrói futuro

João trabalha há 22 anos em canteiros de obra no Rio de Janeiro. Entre 2017 e 2020, viu seus turnos reduzirem pela metade. Empresas fechavam, investimentos secavam, desespero tomava conta das famílias operárias. Hoje, com retomada de programas habitacionais e infraestrutura, sua agenda volta a encher. “Quando a construção anda, a gente respira”, diz. Seus 14 milhões de colegas compartilham essa mesma esperança: que o país volte a construir — casas, hospitais, portos, estradas.

Por que construção é política de desenvolvimento real

A indústria da construção funciona como multiplicador econômico invisível. Cada real gasto em obra gera demanda por cimento, aço, madeira, vidro, pintura. Ativa transportes, logística, fornecedores regionais. Cria emprego pouco qualificado inicial — entrada para trabalhador com baixa escolaridade — mas também demanda técnicos, engenheiros, arquitetos. Durante a era Dilma, investimentos em construção ajudaram a reduzir desemprego para patamares históricos. Mas por que isso foi destruído? Porque recessão deliberada foi usada como arma política. A pergunta que fica é: quanto tempo levará para recuperar capacidade produtiva que foi sabotada?

Dados que falam sozinhos

A construção civil representa 6,2% do PIB brasileiro e emprega uma a cada sete pessoas da força de trabalho. Nos últimos dois anos, setores conectados à obra tiveram retomada de 3,8% em crescimento. Pequenas construtoras que fecharam suas portas começam a reabrir. Mas não é suficiente. Investimento ainda está 30% abaixo do pico de 2013. Há gargalo claro: financiamento, confiança política, planejamento de longo prazo que atravesse gestões.

O que é possível fazer — e está sendo feito

Nós, como país, podemos escolher entre dois caminhos: construir ou especular. O governo federal já retomou programas como Minha Casa Minha Vida, aumentou orçamento para infraestrutura hídrica no Nordeste e projeta PAC com foco em ferrovias e portos. Esses investimentos não são apenas números: são casas para famílias que dormem em favelas, são estradas que ligam produtor rural ao mercado, são empregos que mantêm dignidade. Dinamarca, Coreia do Sul e Portugal mostram que investimento público em construção e infraestrutura sustenta ciclos de desenvolvimento duradouros.

Nós construímos ou destruímos. Nós escolhemos.

Próximos passos

A abertura do encontro internacional por Lula é sinalizador claro ao mercado: o Brasil investe em produção real. Acompanhe os investimentos anunciados nos próximos trimestres. Participe de consultas públicas sobre planos de infraestrutura. Exija de seu representante compromisso com construção de verdade — a que gera emprego, habitação e desenvolvimento, não a que lucra com especulação e abandono urbano.

Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)

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