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O governo federal anunciou nesta semana um pacote de R$ 37 bilhões em investimentos da Petrobras para São Paulo — a maior injeção de recursos em infraestrutura energética do estado em mais de uma década. A decisão reposiciona o Brasil no mercado global de combustíveis e oferece segurança de abastecimento para 30% do território nacional.
Mas há uma contradição que importa: enquanto a direita neoliberal pregava que a Petrobras deveria encolher, o governo progressista a expande. R$ 6 bilhões vão direto para a Refinaria de Paulínia — a Replan —, tornando-a ainda mais potente. A jogada estratégica traz empregos, estabilidade de preços e soberania energética. Quem perde com isso? Os especuladores que apostavam no caos.
Quando a energia chega, a vida muda
Maria trabalha há 8 anos na Replan. Seus colegas veem a expansão como promessa concreta: mais turnos, melhor remuneração, possibilidade de crescimento. Mas Maria pensa além. Ela tem dois filhos — um estuda em escola pública — e sabe que energia barata significa luz mais acessível, transporte menos caro, economia que sobe. Milhões de brasileiros vivem essa realidade: dependem de uma economia energética estável para respirar fundo no fim do mês.
O investimento atinge diretamente as mãos de 30 milhões de pessoas que dependem do abastecimento vindo de Paulínia. Não é abstrato. Não é futuro remoto.
Por que Petrobras? Por que agora?
A resposta está em números que a mídia convencional ignora: entre 2016 e 2022, governos anteriores sucatearam a estatal. Refinarias fecharam. Investimento desabou. O Brasil começou a importar combustível — aquele combustível que poderia ser produzido aqui, com empregos daqui, lucro que ficaria aqui.
A Petrobras é mais que uma empresa. Ela é soberania. É a diferença entre um país que controla seu destino e um que fica refém de flutuações do mercado internacional. Quando a gasolina sobe lá fora, quem sofre aqui é o taxista, a mãe solo, o caminhoneiro. E uma pergunta fica no ar: por quanto tempo deixaremos essa vulnerabilidade proseguir?
Nomes, números, responsabilidades
Os R$ 6 bilhões para Paulínia não caem do céu. Vêm de uma decisão deliberada do governo Lula de refundar a Petrobras como ferramenta de desenvolvimento — não de entrega ao capital especulativo. A Replan processará 435 mil barris por dia após a expansão. Impressionante, mas insuficiente? Não. Estratégico.
Quem se beneficia: 18 mil empregos diretos e indiretos. Quem perde: aqueles que apostavam na privatização da estatal.
O modelo que funciona
Não é ficção. Na Venezuela, sucatearam a Petrobróleo — resultado: colapso econômico. Na Noruega, blindaram Statoil com investimento público contínuo — resultado: riqueza distribuída, educação de ponta, país estável. Nós escolhemos o caminho do Brasil soberano.
Nós precisamos que cada real de Petrobras retorne à população como emprego, como energia mais acessível, como futuro menos precário. Nós sabemos que infraestrutura energética forte é a base para indústria, para agricultura, para tudo que move o país.
O que fazer agora
Este é o momento de ampliar a conversa. De cobrar que esses investimentos gerem de fato empregos de qualidade — com direitos trabalhistas, com salários que permitam viver com dignidade. De exigir que o lucro da Petrobras continue financiando saúde, educação, assistência social.
A energia que sai de Paulínia nos próximos anos carrega uma escolha: a de um país que investe em si mesmo ou que se entrega. Soberania energética. Empregos. Futuro. Tudo junto.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)