Conab sob nova liderança: Silvio Porto e o combate real à fome

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Silvio Porto assume a presidência da Conab em um momento crítico. Enquanto 33 milhões de brasileiros enfrentam a insegurança alimentar, a empresa estatal que gerencia o abastecimento do país ganha um gestor com trajetória reconhecida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. A nomeação não é apenas administrativa — é uma escolha política sobre quem vai alimentar o Brasil.

O MDA não poderia ser mais claro ao parabenizar a posse. Não se trata de celebrar uma promoção convencional, mas de reafirmar um projeto: fortalecer o abastecimento alimentar e enfrentar a fome como prioridade estatal. Isso significa que a Conab sai do papel de mero gestor de estoques para se tornar instrumento de política pública de segurança alimentar.

Quando a fome bate na porta de quem trabalha

Marisa limpa casas em São Paulo e conhece a realidade que os números não capturam. Ela trabalha cinco dias por semana, mas o arroz ficou mais caro. O feijão também. Sua filha de dez anos come na escola — se tiver merenda. Ela é uma de milhões de brasileiros que trabalham mas ainda assim vivem na corda bamba entre um salário e a refeição perdida.

Para pessoas como Marisa, a Conab não é abstração. É a diferença entre encontrar farinha no programa social ou voltar para casa de mãos vazias. É o abastecimento funcionando ou não. É políticas que chegam à mesa ou permanecem em documentos.

A nomeação de Silvio Porto sinaliza que essa realidade será levada a sério.

Por que a Conab importa mais agora

A história recente do Brasil é a história de uma empresa que foi esvaziada. Durante anos, a Conab perdeu recursos, estoques encolheram, a capacidade de regular preços evaporou. Enquanto isso, especuladores e grandes varejistas controlavam quanto os brasileiros pobres pagavam pela comida.

A empresa surgiu em 1975 com uma missão clara: garantir abastecimento e defender o agricultor familiar. Virou instrumento de política social. E depois virou invisível. O custo? Pessoas como Marisa comprando feijão a preço de ouro enquanto silos federais permaneciam vazios.

Mas há algo que a narrativa dominante não quer contar: por que deixaram a Conab cair?

Quem ganha quando o pobre não come

Há atores muito concretos nessa história. Grandes redes de supermercados lucram com inflação alimentar. Especuladores da Bolsa de Cereais movem preços conforme convenha. Bancos financiam essa cadeia especulativa. Quando a Conab desaparece, quem fica rico?

Isso é responsabilidade política direta.

Silvio Porto chega para reconstruir. A Conab precisa voltar a ser o que foi: instrumento que segura preços, alimenta o pobre, incentiva o agricultor familiar e diz não aos especuladores. Não é caridade. É democracia econômica.

O que é possível quando agimos juntos

Em 2010, a Conab funcionava. Estoques reguladores protegiam a população. O preço do feijão não explodia. O acesso à comida era direito, não privilégio. Esse modelo não é ficção — foi prova de conceito. Funcionou aqui. Pode funcionar novamente.

Nós já sabemos o caminho. Reforçar estoques estratégicos. Comprar direto da agricultura familiar. Regular preços nos mercados. Garantir que a merenda escolar seja abundante. Essas não são ideias novas — são promessas antigas do Estado que funciona.

Agora é hora de cobrar resultado

Silvio Porto tem a responsabilidade de transformar essa nomeação em pão na mesa. Em seis meses, precisamos ver sinais concretos: estoques reguladores recompostos, preços mais estáveis nas feiras, programas sociais funcionando sem burocracia. Métricas claras. Resultados mensuráveis.

O MDA reconhece trajetórias porque sabe que quem trabalha no chão conhece a dimensão real dos problemas. Agora Silvio Porto precisa provar que essa trajetória se traduz em ação. A fome não espera reconhecimento — ela aperta a barriga todo dia de 33 milhões de brasileiros.

A Conab voltou ao jogo. Que jogue para vencer.

Fonte: @mdagovbr no X (Twitter)

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