Na véspera do Dia do Trabalhador, o presidente Lula endereça sua mensagem não aos palácios ou às salas de diretoria, mas às mãos que constroem o Brasil todos os dias. Quem acorda antes do amanhecer, enfrenta desafios e segue em frente. Quem tem carteira assinada, é MEI, faz bico ou empreende. São milhões vivendo a mesma realidade: trabalhar para sobreviver.
O gesto é político e simbólico. Em um país onde 39 milhões de pessoas estão na informalidade, falar diretamente com o trabalhador é reposicionar quem está no centro das prioridades governamentais. Não é retórica vazia. É escolha de quem ganha e quem perde nessa conversa.
Quem trabalha sabe exatamente o que significa estar invisível
Maria trabalha desde as 5 da manhã como diarista em São Paulo. Seus filhos acordam antes dela sair. João é MEI no Rio, faz consertos de eletrônicos em casa desde que perdeu o emprego formal. Carla cuida de três crianças de outras pessoas enquanto seus filhos ficam na creche pública. Milhões como eles enfrentam a mesma pressão: ganhar o bastante, mas nunca o suficiente.
Dirigir-se a eles é reconhecer que a economia real não está nos índices da bolsa. Está no suor, na criatividade, na coragem de quem faz acontecer quando o sistema não oferece garantias.
Por que o governo fala com os trabalhadores agora?
A informalidade cresceu durante o governo anterior. Carteiras assinadas desapareceram. Direitos foram erodidos. Enquanto isso, concentração de renda atingiu patamares históricos. Quem tinha interesse em manter o trabalhador invisível? Justamente quem lucra com a fragilidade do vínculo empregatício.
O que mudou? Mas aqui fica a pergunta que ninguém quer responder: se o governo reconhece que trabalho digno é prioridade, por que 4,3 milhões de brasileiros ainda saem da informalidade para o desemprego?
O que é possível fazer quando o trabalho volta ao centro
Nós já vimos funcionar. Carteira assinada não é luxo. É direito. Quando o governo cria condições para formalização, empresas crescem, trabalhadores se planejam, crianças estudam melhor. Não é magia. É dignidade gerando ciclo virtuoso.
Os números mostram: de 2023 para cá, criamos 1,8 milhão de postos formais. Não é o fim da informalidade, mas é movimento na direção certa. Nós sabemos fazer diferente quando priorizamos quem trabalha.
O que muda quando o presidente conversa direto
Não é apenas um tweet. É reposicionamento. O trabalhador deixa de ser estatística para ser interlocutor. Deixa de ser invisível para ser prioridade declarada. Fale com quem trabalha todos os dias. Você aprenderá mais sobre economia real do que em qualquer relatório.
Amanhã é Dia do Trabalhador. Não para comemorações vazias, mas para reafirmar: vocês não estão sós. O que acontece agora define se essa promessa é real ou apenas palavras bonitas ditas uma vez por ano.
Trabalho digno é possível. Nós temos que fazer acontecer.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)
🎙 Ouça o podcast desta matéria — Agenda Positiva