O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta semana a Feira da Embrapa para celebrar a conexão entre pesquisa científica e produção alimentar brasileira. A presença no evento reforça um compromisso político: transformar a força agrária do país em segurança alimentar e oportunidades reais para quem trabalha na terra.
Enquanto isso, milhões de brasileiros ainda enfrentam insegurança alimentar nas periferias urbanas e no campo. A visita não é apenas simbólica — representa uma estratégia de governo que coloca ciência e trabalho no centro da recuperação econômica. Quem ganha? Os agricultores familiares e consumidores. Quem perde? Os que apostaram em um modelo agrícola desigual, concentrado nas mãos de poucos.
Quando a ciência encontra o repente popular
Maria da Silva é agricultora familiar em Pernambuco. Há três anos, recebeu assistência técnica de pesquisadores da Embrapa para diversificar sua produção. Hoje cultiva feijão, mandioca e hortaliças em um pedaço de terra que antes produzia apenas commodities. Sua história se replica em milhões de propriedades que aprendem novas técnicas, reduzem desperdícios e aumentam renda.
Essa transformação não é acaso. É resultado de investimento em pesquisa agrícola pública, acesso a conhecimento científico e crédito para pequenos produtores. A Embrapa, criada em 1973 como instituição estratégica, acumula décadas de trabalho no campo brasileiro. Mas por que ainda há fome nas cidades enquanto produzimos alimento em abundância?
O sistema que concentra enquanto a ciência democratiza
Entre 2016 e 2022, investimentos em pesquisa agrícola pública caíram drasticamente. Laboratórios fecharam. Pesquisadores migraram. O agronegócio exportador continuou lucrativo, mas a agricultura familiar — responsável por 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro — ficou à margem de recursos e tecnologia.
A inversão desse quadro exige decisão política clara. Restaurar orçamentos para Embrapa e universidades federais. Fortalecer cooperativas de pequenos produtores. Conectar conhecimento científico com quem trabalha a terra. Nós conseguimos fazer isso antes. Nós conseguimos fazer novamente.
O que muda quando ciência e povo se encontram
Em Minas Gerais, cooperativas de produtores usam técnicas de irrigação eficiente desenvolvidas pela pesquisa pública. Na Bahia, pequenos agricultores aumentaram produtividade em 40% com sementes melhoradas e manejo sustentável. Não são exceções — são provas de que outro modelo funciona.
Investir em agricultura familiar e pesquisa pública não é caridade. É estratégia de desenvolvimento: gera empregos, mantém pessoas no campo, reduz êxodo rural, fortalece cadeias locais, alimenta cidades.
O que fazer agora
A Feira da Embrapa é vitrine. O que importa é decisão orçamentária: mais recursos para pesquisa pública, mais assistência técnica chegando ao pequeno produtor, mais crédito com juros justos. Cada real investido em ciência no campo retorna multiplicado em segurança alimentar e oportunidade real de trabalho.
O Brasil não precisa escolher entre produção e justiça. Precisa unir ciência e povo. Isso é possível. Isso é urgente. Isso é o futuro que transformamos juntos.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)
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