11,9 mil propostas aprovadas em 5,2 mil cidades levam novos equipamentos, ambulâncias e telemedicina a 95% dos municípios. Será suficiente para reduzir filas e vazios assistenciais?
Contexto: investimento em saúde pelo Novo PAC
O Novo PAC Seleções 2025, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Juazeiro (BA), destina R$ 6 bilhões exclusivamente para equipamentos de saúde. A etapa contempla 11.904 propostas, beneficiando 5.290 cidades (95% dos municípios brasileiros). A prioridade foi atender regiões com vazios assistenciais e modernizar a infraestrutura do SUS.
O programa integra investimento total de R$ 49,2 bilhões em quatro eixos: Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia, Infraestrutura Social e Cidades Sustentáveis.
Estrutura do eixo saúde
Os recursos foram distribuídos em sete modalidades:
46 policlínicas – R$ 1,38 bi – atendimento regionalizado com especialistas, exames e pequenos procedimentos;
635 novas ambulâncias do SAMU – R$ 352,4 mi – ampliam o atendimento de urgência;
898 ambulâncias para renovação de frota – R$ 365,7 mi – reduzem tempo de resposta;
800 UBS – R$ 1,78 bi – reforçam a Atenção Primária em áreas vulneráveis;
400 Unidades Odontológicas Móveis – R$ 152 mi – expandem saúde bucal em locais remotos;
130 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – R$ 324,1 mi – ampliam cobertura em saúde mental;
10 mil kits de equipamentos para UBS – R$ 1,58 bi – modernizam atendimento, incluindo telediagnóstico;
7 mil kits de teleconsulta – R$ 46 mi – reduzem barreiras geográficas via telessaúde.
Impacto esperado
Cobertura ampliada em 95% dos municípios brasileiros;
Integração com a política de digitalização do SUS (teleconsulta e telediagnóstico);
Redução do deslocamento de pacientes em até 200 km com novas policlínicas;
Modernização da rede pré-hospitalar do SAMU e aumento da resolutividade da Atenção Primária.
Resultados anteriores e próximos passos
O programa recebeu 35.119 propostas de 5.537 municípios, ou 99,4% das cidades brasileiras. Os resultados dos outros três eixos serão anunciados nas próximas semanas.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é “zerar as filas com atendimento ampliado e equipamentos modernos”.
Reflexão crítica
O investimento histórico promete modernizar o SUS e reduzir desigualdades no acesso. Mas será que a expansão da infraestrutura virá acompanhada de profissionais e gestão eficiente para garantir o atendimento integral?