Minha Casa, Minha Vida tira famílias do aluguel e garante dignidade no Piauí

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Primeira etapa do Residencial Antônia Flor entrega 64 casas a beneficiários do Bolsa Família em Piripiri (PI)

O sonho da casa própria começou a se tornar realidade para 64 famílias em situação de vulnerabilidade social nesta sexta-feira (13/06), com a entrega da primeira etapa de imóveis do Residencial Antônia Flor, em Piripiri, no Piauí. As unidades fazem parte do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e são destinadas a famílias beneficiárias do Bolsa Família, inscritas no Cadastro Único.

A entrega marca a retomada de uma obra que ficou paralisada por quase uma década e só foi concluída graças à atual gestão do Governo Federal, em parceria com a Caixa Econômica Federal, o Governo do Piauí e a FAMCC (Federação das Associações de Moradores e Conselhos Comunitários). Ao todo, o residencial contará com 300 casas.

“É um momento histórico. Este residencial passou por vários percalços e hoje conseguimos, com esforço conjunto, entregar dignidade e cidadania para quem mais precisa”, afirmou o governador do estado, Rafael Fonteles.

Mães solo, povos indígenas e famílias invisibilizadas

Entre as novas moradoras está Aramires Moreira, mãe solo, indígena do povo Tabajara Itacoatiara e beneficiária do Bolsa Família. Para ela, a casa própria é mais do que um teto — é liberdade financeira e dignidade.

“Sair do aluguel é uma vitória. A gente, como mãe, sabe o peso de pagar contas e ainda garantir o básico. Agora vou poder usar o benefício do Bolsa Família para investir na alimentação e nas necessidades reais dos meus filhos”, contou emocionada.

As casas são entregues 100% gratuitas, com prioridade para grupos vulneráveis, como mulheres chefes de família, pessoas com deficiência, idosos, indígenas e comunidades tradicionais.

Gestão social e popular do projeto

O diferencial do empreendimento é a metodologia de construção: as próprias famílias beneficiadas participaram da execução e da coordenação das obras, via associação, com suporte técnico da Caixa. Um modelo que une inclusão produtiva e direito à moradia.

“Quando o movimento constrói casas, constrói também o cidadão”, declarou Neide Carvalho, presidente da FAMCC e coordenadora da Central de Movimentos Populares (CMP). “Não é só infraestrutura, é identidade, pertencimento, autoestima.”

O superintendente da Caixa no Piauí, Elizomar Nunes, reforçou que o projeto dá protagonismo às comunidades:

“São pessoas que não têm como comprovar renda no mercado formal, mas que, organizadas, realizaram juntas o sonho da casa própria.”

Próximas entregas

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, que acompanhou a cerimônia ao lado do ministro das Cidades, Jader Filho, confirmou a continuidade do projeto.

“Estamos só começando. Serão mais de 230 casas até o fim do ano. O presidente Lula tem total compromisso com o combate ao déficit habitacional”, declarou.


Reflexão estratégica

Moradia digna é o começo da transformação social. Mas quantas outras obras como essa ainda estão paradas no país, aguardando gestão, articulação e vontade política para acontecer?
O sucesso do Residencial Antônia Flor mostra que onde há diálogo com os movimentos populares, há entrega real de direitos.


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