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No dia 16 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convida o Brasil a um encontro político fora dos circuitos oficiais. O local escolhido não é acidental: a Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, berço das greves do ABC que derrubaram uma ditadura.
O reencontro com essa história revela uma estratégia clara. Enquanto a extrema direita tenta apagar a memória dos movimentos populares, o governo federal reafirma que a democracia brasileira foi conquistada nas ruas, não concedida em gabinetes. Quem ganha: os trabalhadores que veem sua luta reconhecida. Quem perde: aqueles que lucram com o esquecimento.
Quando a memória vira política
Maria trabalha há 30 anos na região de São Bernardo. Seus pais foram metalúrgicos durante as greves de 1978. Ela cresceu ouvindo histórias de ocupações, de homens e mulheres que se recusavam a aceitar salários de fome e perseguição política. Aquela luta não era apenas dela — era de 2 milhões de trabalhadores que paralisaram o ABC entre 1978 e 1980, epicentro da resistência à ditadura.
Hoje, 44 anos depois, a convocação presidencial chega como um gesto político: lembrar que essa história continua. Que a democracia não terminou em 1985. Que segue disputada.
O esquecimento como arma política
Por que a extrema direita investe tanto em apagar memória? Porque memória é poder. Quando você esquece quem lutou, esquece por quê. Esquece que direitos trabalhistas não caíram do céu. Que a semana de 40 horas, o décimo terceiro, a CLT — tudo foi conquistado na rua, em confronto direto.
A ditadura militar tentou destruir isso durante 21 anos. Depois, tentativas sucessivas de esvaziamento: privatizações, reformas trabalhistas, desmonte de direitos. O bolsonarismo aprofundou. Mas a história não desaparece. Ela espera o momento de ser reativada. Esse momento é agora.
Nós somos capazes de reconquistar
Em 2023, quando Lula retornou ao poder, a proposta era clara: reconstruir. Não apenas governar, mas resgatar a memória de quem construiu a democracia. Já existem exemplos concretos. O reajuste do salário mínimo acima da inflação. A retomada de investimentos em infraestrutura que gera emprego real. O fortalecimento de sindicatos que estavam sob pressão.
Esse encontro na Vila Euclides é simbólico, mas carregado de intenção. Diz: nós não esquecemos de vocês. Diz: a luta continua. Diz: nós somos capazes de reconquistar o que foi perdido.
O chamado do dia 16
Não é apenas um evento. É um marco político. Quando trabalhadores, aposentados, jovens que herdam essa tradição se encontram no mesmo espaço que viu nascer a democracia moderna brasileira, algo muda. A memória sai da história e vira ação.
A pergunta que fica: qual Brasil queremos no próximo capítulo? Aquele que esquece e recua? Ou aquele que lembra e avança? Dia 16, na Vila Euclides, essa resposta será escrita.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)