Fato novo e relevante
O Brasil atingiu um marco histórico na saúde pública: eliminou a transmissão vertical do HIV — ou seja, de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação. Em 2023, a taxa de transmissão caiu para menos de 2%, e a incidência da doença em crianças ficou abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. É a menor taxa já registrada no país.
Certificação internacional
Com esses resultados, o Brasil solicitou oficialmente à Organização Mundial da Saúde (OMS) o reconhecimento da eliminação da transmissão vertical. Caso seja certificado, o país se tornará o maior do mundo a conquistar esse selo — até o momento, apenas 19 países (a maioria de pequeno porte) obtiveram o reconhecimento.
Dados do relatório entregue à OMS:
- Transmissão vertical de HIV: <2%
- Incidência em crianças: <0,5 caso/mil nascidos vivos
- Usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): 184.619 em 2025
Estratégias adotadas
O resultado é fruto direto da política pública coordenada pelo SUS, envolvendo governos federal, estaduais e municipais, com articulação da sociedade civil, ativismo, ciência e classe médica. Destacam-se:
- Testagem rápida e gratuita para HIV e sífilis em gestantes;
- Expansão da PrEP como política nacional de prevenção;
- Tratamento antirretroviral universal e gratuito;
- Protocolos atualizados de cuidado materno-infantil.
Brasil Saudável
A eliminação da transmissão vertical do HIV faz parte do programa Brasil Saudável, que tem como meta erradicar ou controlar 14 doenças socialmente determinadas até 2030, incluindo tuberculose, hepatites virais, tracoma e doença de Chagas — em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Significado geopolítico
Se reconhecido pela OMS, o Brasil se posiciona como referência global em políticas públicas de saúde reprodutiva, prevenção e controle de ISTs. Além disso, consolida o papel do SUS como um modelo internacional de sistema público universal e gratuito.
O Brasil é o maior país do mundo a eliminar a transmissão vertical do HIV!
Com taxa de transmissão abaixo de 2% e ações estruturantes do SUS, o país solicitou certificação à OMS.
Conquista histórica do programa Brasil Saudável e da política pública baseada em evidências, ciência e justiça social.