Lula lidera coalizão global contra isolacionismo no Financial Times

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Lula, António Costa, Mark Carney e William Ruto assinaram juntos um artigo de impacto internacional publicado no Financial Times neste domingo. O texto não é um manifesto idealista sobre cooperação — é um diagnóstico político sobre por que o multilateralismo virou questão de sobrevivência econômica para democracias que enfrentam polarização, desigualdade e crises climáticas.

A mensagem é contundente: enquanto extremistas de direita e esquerda propagam o isolacionismo como solução mágica, líderes de quatro continentes dizem a verdade que a propaganda não quer ouvir. Multilateralismo não é caridade. É defesa do próprio interesse.

Por que isto importa agora

Uma mãe na periferia de São Paulo vê o preço das importações subir porque tarifas comerciais caóticas desestabilizam cadeias globais. Um agricultor no Quênia perde safra por mudanças climáticas que nenhum país isolado consegue reverter. Um jovem no Canadá procura emprego num mercado de trabalho destruído por retrocesso em acordos comerciais que levou décadas para construir.

São 3 bilhões de pessoas vivendo em economias que dependem da estabilidade de regras multilaterais. Quando essas regras colapsam, quem paga é a classe trabalhadora. Quem lucra? Os especuladores de crise.

O contexto que a mídia omite

Há dez anos, era comum ouvir que multilateralismo era coisa de idealistinhas. Os anos 2020 mostraram outra história. A pandemia revelou que vírus não respeitam fronteiras — só instituições multilaterais conseguiram distribuir vacinas em escala. A invasão da Ucrânia provou que sem aliança, pequenas nações viram presas. A crise climática demonstrou que a física da atmosfera não aceita negociação bilateral.

Mas há uma pergunta que ninguém faz em voz alta: se o multilateralismo é tão importante, por que ficou frágil? Resposta: porque a direita global desmontou peça por peça durante a última década, congelando financiamento, sabotando instituições, espalhando narrativa de que “cooperação internacional é conspiração.”

Quem ganha e quem perde nessa aposta

Lula, Costa, Carney e Ruto estão nomeando explicitamente quem lucra com o colapso multilateral: oligarcas que transferem riqueza para paraísos fiscais sem regulação, conglomerados que exploram recursos sem respeitar direitos humanos, especuladores de câmbio que vivem de instabilidade.

O multilateralismo funciona. Isso é fato.

A Organização Mundial do Comércio, apesar de imperfeita, impediu guerras comerciais de devastar economias em desenvolvimento. O Banco Mundial e FMI — sim, imperialistas em origem — foram domesticados por pressão coletiva. Acordos de Paris sobre clima, convenções de direitos humanos, tratados de trabalho: construímos cada um deles através de diálogo árduo, não de decretos solitários.

O que é possível se agirmos agora

Nós — governos progressistas, movimentos sociais, trabalhadores — temos capacidade de reformar o multilateralismo, não para abandoná-lo. Podemos exigir que FMI não imponha austeridade que empobrece. Podemos reformar OMC para que regras comerciais protejam meio ambiente e direitos trabalhistas. Podemos fortalecer instituições da ONU para que tenham poder real de conter abusos.

Brasil já faz isso. Sob liderança de Lula, recuperamos protagonismo em negociações climáticas, reformamos relações comerciais que nos prejudicavam, lidamos com potências como europeus e chineses de igual para igual — não como colônia.

A urgência do momento

Este artigo no Financial Times não é discurso. É defesa de classe. Lula e seus aliados estão dizendo aos leitores da maior publicação financeira do mundo: isolacionismo é luxo de milionário, não solução para povo pobre.

A decisão é coletiva. Nós podemos exigir que nossos governantes defendam regras internacionais que protejam trabalhadores, que criminalizem evasão fiscal, que criem tributação global para financiar transição climática justa. Ou podemos aceitar a narrativa de que “cada país por si” quando, na verdade, cada um por si significa trabalhador contra trabalhador, pobre contra pobre, enquanto ricos atravessam fronteiras livremente.

Leia o artigo integral. Depois compartilhe. A luta por um mundo multilateral justo é também sua.

Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)

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