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A reconstrução da força progressista começa agora
Sete partidos de esquerda e centro-esquerda formalizaram nesta segunda-feira a maior coligação progressista do país, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e REDE sob a mesma plataforma eleitoral. A aliança, registrada no Tribunal Superior Eleitoral com CNPJ específico, representa a tentativa mais ambiciosa de frear a fragmentação que historicamente enfraqueceu a esquerda brasileira nas urnas.
Enquanto a direita aprendeu a votar concentrado, a esquerda sempre se dispersou. Agora, com 43% do eleitorado se identificando como progressista segundo pesquisas recentes, essa união não é apenas tática. É existencial. Milhões de brasileiros que vivem com salários que não acompanham a inflação, que não conseguem acessar educação de qualidade, que enfrentam desemprego estrutural — todos eles ganham com uma coligação que fala com uma única voz nas urnas.
Por que isso importa agora, neste momento
A fragmentação progressista custou caro. Em 2022, a esquerda conquistou 24 governadorias porque conseguiu se unir na presidência. Mas nas assembleias legislativas, candidatos progressistas frequentemente se anulam — dois candidatos de esquerda disputam o mesmo voto enquanto a direita avança. A fragmentação não é um problema de ideologia. É um problema de poder.
O contexto muda tudo. Com inflação ainda acima das expectativas, desemprego juvenil em 18%, e um debate nacional sobre polarização, essa coligação chega para dizer: não escolham entre nós. Vote em nós juntos. Nós já sabemos trabalhar juntos porque já governamos juntos — no caso do PT com seus aliados históricos.
Histórias reais de quem depende dessa união
Maria dos Santos trabalha há 12 anos como cuidadora de idosos em São Paulo, ganha R$ 1.800 por mês e vota progressista desde 2002. Ela escolhe candidatos pelo que prometem em saúde e educação. Mas em 2020, seu voto em legislativa se perdeu: dois candidatos de partidos progressistas diferentes receberam 15 mil votos cada, ambos perderam, e a vaga foi para um conservador. Sua representação desapareceu na fragmentação.
Histórias como a de Maria se multiplicam por 32 milhões de domicílios brasileiros com renda de até dois salários mínimos. Quando a esquerda vota dispersa, quem perde é o trabalhador que précisa de políticas concretas, não de debates ideológicos. Quando a direita vota concentrada, ela aprova cortes em educação, na saúde pública, no auxílio social.
A máquina da fragmentação: como chegamos aqui
Desde a redemocratização, essa história se repete. 1989, 1994, 1998 — toda eleição presidencial do PT era isolado enquanto sua base se dividia em estaduais. Por quê? Porque cada partido progressista tinha seus eleitores cativados, suas legendas históricas, seus espaços conquistados. Quebrar isso exigia coragem política que não havia. Havia esperança, mas não coragem.
A direita organizou seu sistema de alianças élitistas há décadas. PSDB, PL, União Brasil — eles aprenderam a negociar governadoria por senadoria, vaga ministerial por apoio à candidatura. A esquerda debatia filosofia enquanto perdia eleição. A pergunta que ninguém conseguia responder era simples: se dividirmos os votos, quem ganha com isso?
Os nomes e os números que decidem
Essa coligação envolve gestão progressista de cinco governadores (Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo). Significa acesso a R$ 40 bilhões anuais em orçamento estadual para mostrar que esquerda governa. Significa também 87 deputados federais, 312 estaduais — força de verdade no Congresso. Fragmentação mata. Concentração elege.
O CNPJ oficial da coligação garante que nenhum voto se perca em divisão de legenda. A regra é clara: votos progressistas vão para candidatos progressistas viáveis. Sem ressentimento, sem ego, sem a tragédia de ver um eleitor carregar sua esperança até a urna e vê-la diluída em terceiros.
Alternativas que já funcionam — em outros lugares
A Frente de Esquerda Europeia conseguiu 40% em eleições recentes porque funciona coligada. Na América Latina, Chile e Argentina mostraram que esquerda unida reconstrói institucionalidade. Não é mágica. É poder. É vontade política. É dizer: nós escolhemos ganhar juntos ao invés de perder sozinhos.
O modelo existe. Nós sabemos como. O que faltava era o momento político — e ele chegou. Quando 68% dos brasileiros pedem menos polarização, uma coligação que une ideologicamente distantes (PSOL e PDT têm histórias diferentes) prova que unidade é possível quando o objetivo é concreto: representar quem precisa de políticas públicas.
O que muda a partir de agora
Candidatos de sete partidos disputarão como uma força única. Isso não elimina diversidade — mantém pluralidade com lealdade. PSOL segue com sua agenda de segurança pública progressista. PDT segue com suas políticas regionais. Mas ambos votam juntos no Congresso quando o assunto é salário mínimo, educação, saúde. Unidade não é homogeneidade. É clareza de prioridade.
Para os eleitores, a mensagem é simples: seu voto progressista não se perderá em uma conta de três dígitos. Ele será potência. Isso pode mudar legislaturas inteiras em estados onde a esquerda hoje está dispersa e invisível.
Ação urgente: o que você pode fazer
A coligação está registrada. Os candidatos serão anunciados nas próximas semanas. Nós precisamos de dois movimentos imediatos: primeiro, que cada eleitor progressista compreenda que votar coligado é votar para ganhar — não é abandono de ideologia, é soma de força. Segundo, que cada militante progressista leve essa mensagem para suas comunidades, seus bairros, suas redes.
Nós sabemos governar juntos. O Brasil pode governar junto. Quando sete partidos chegam a um registro de coligação, o recado está claro: política é poder, poder é voto concentrado, e nós estamos prontos. O Brasil progride quando a esquerda tem poder legislativo. Esse momento chegou.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)