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Governo leva Justiça ao interior e muda cara da igualdade processual
O Palácio do Planalto sancionou nesta sexta-feira um pacote de leis que redefine onde a Justiça brasileira funciona. Não mais concentrada em capitais e grandes centros urbanos, as novas normas ampliam unidades de atendimento, criam ações itinerantes e multiplicam mutirões previdenciários em cidades do interior — alcançando populações historicamente abandonadas pelo sistema legal.
A medida representa uma ruptura com décadas de desigualdade processual. Enquanto moradores de São Paulo ou Rio de Janeiro acessam a Justiça em minutos, cidadãos de municípios pequenos percorrem centenas de quilômetros ou simplesmente desistem de seus direitos. Agora, essa geografia do abandono começa a mudar.
Quando direitos não chegam, a injustiça se multiplica
Maria das Graças trabalha há 15 anos em uma confeitaria em Brás Cubas, interior de São Paulo. Nunca recebeu o FGTS que deveria ter. Pedir ajuda à Justiça? Exigiria dias de trabalho perdidos, passagens, hotel em São Paulo. Ela é uma entre milhões que vivem nessa realidade — pessoas que conhecem seus direitos mas desistem deles porque a Justiça fica longe demais.
Os mutirões previdenciários agora levam o atendimento até lá. Os juizados itinerantes chegam nas pequenas cidades. A Justiça deixa de ser um privilégio geográfico.
Por que a Justiça sempre foi um luxo do litoral
A concentração de tribunais e cartórios nas capitais não é acidente. É herança. Durante séculos, o poder judiciário serviu aos interesses das elites urbanas e do agronegócio que precisava apenas de cartórios para registrar terras. O interior? Sobrava apenas delegacias de polícia.
Dados do CNJ mostram que 60% dos cartórios brasileiros estão em apenas 10% dos municípios. Mas aqui surge a pergunta incômoda: se a tecnologia permite processo digital, videoconferência e petições eletrônicas, por que demoramos tanto para levar a Justiça para quem dela mais precisa?
Responsabilidade com nomes e números
O governo federal transformou uma promessa em ato jurídico. Leis sancionadas. Orçamento empenhado. Não é discurso. É estrutura.
As unidades de atendimento amplificadas significam mais cartórios, mais juizados. Os mutirões previdenciários desfazem filas históricas. As ações itinerantes desmontam a barreira do quilômetro. Muda tudo. Muda agora.
Nós já sabemos que funciona
Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Pará já testaram modelos semelhantes. Os resultados falam: aumento de 40% no acesso a direitos previdenciários em regiões de cobertura. Menos desistências. Mais gente com FGTS, benefícios e pensões garantidas.
Agora isso se torna política nacional. O que funcionou em um estado viaja para dezenas. Nós expandimos o que deu certo.
O que fazer agora
Se você vive em município pequeno, procure a prefeitura e indague sobre o calendário dos mutirões previdenciários. Se você conhece alguém com direitos previdenciários pendentes, compartilhe. A Justiça chegou mais perto. Não deixe escapar.
A igualdade processual não é poesia. É saneamento básico jurídico.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)