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Uma frente sem precedentes nasce para enfrentar o retrocesso
A coligação Brasil Pronto para Mais reúne sete instituições políticas progressistas em torno de um objetivo compartilhado: frear o avanço das forças conservadoras que ameaçam direitos conquistados a duras penas. PSB, PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL e REDE formam uma aliança que vai além das siglas — é um pacto pela democracia substantiva, não apenas formal.
Essa união estratégica muda o tabuleiro político nacional. Enquanto a direita se fragmenta em brigas de liderança e vaidades pessoais, a esquerda aprende, finalmente, que a vitória coletiva supera qualquer ambição individual. Milhões de brasileiros que dependem de políticas públicas de educação, saúde e trabalho digno ganham uma chance real de ter suas vozes amplificadas.
Quando a vida real encontra a política
Maria Silva, 47 anos, trabalha como agente de saúde comunitária em uma favela do Rio de Janeiro. Ela viu seus programas de prevenção à dengue serem desmontados em 2019. Seus pacientes ficaram sem atendimento. Sua família — 8 milhões de trabalhadoras como Maria espalhadas pelo Brasil — sabe exatamente o que significa quando a direita governa. E então vem a pergunta: quanto tempo levará para que essa coligação chegue aos lugares onde as pessoas realmente sofrem?
Por que agora é diferente
Durante 30 anos, a fragmentação da esquerda brasileira foi um luxo. Perdemos eleições municipais, estaduais, federais. Perdemos a chance de proteger direitos trabalhistas enquanto a reforma trabalhista de 2017 desconstruía garantias. Perdemos orçamento para educação pública quando o teto de gastos congelou investimentos. Perdemos vidas quando a pandemia encontrou um país sem SUS fortalecido.
Mas há um problema não dito: essa coligação terá força real para implementar suas promessas? Ou será apenas outro acordo de cúpula que desaparece no primeiro conflito de interesses?
Nomeando quem governa contra quem
Entre 2018 e 2022, a administração anterior destruiu programas de transferência de renda que beneficiavam 50 milhões de pessoas. Cortou bolsas de pesquisa. Desmontou políticas de reforma agrária. Um dado simples: a pobreza extrema aumentou 67% nesses quatro anos. Isso não foi acidente. Foi escolha. E aqueles que aprovaram esses cortes continuam aqui, tentando voltar ao poder.
A coligação Brasil Pronto para Mais representa a recusa explícita a repetir esse caminho.
O que é possível quando nos unimos
Já sabemos que funciona porque vivemos isso. De 2003 a 2010, quando havia coesão entre forças progressistas, 29 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema. Universidades federais foram abertas em cidades que nunca as tiveram. Jovens negros e pobres entraram no ensino superior. O Brasil respirou diferente.
Nós podemos fazer isso novamente. Agora com mais experiência, mais clareza sobre o que não deve ser repetido, e com adversários mais desgastados pelo próprio fracasso.
O chamado que não pode ser ignorado
Essa coligação não é apenas um acordo partidário em cartório. É um sinal: a esquerda brasileira, finalmente, acordou para a realidade de que a unidade não enfraquece — liberta. Cada voto em qualquer candidato dessa frente é um voto pela vida digna, pelo emprego com direitos, pela educação que transforma gerações.
O momento é agora. A hora de agir é esta. Porque democracia não é um jogo de espectadores. É luta, organização, presença nas ruas e nas urnas. A coligação chamou. Cabe a nós responder.
Fonte: @LulaOficial no X (Twitter)