Luz do Povo: gratuidade na conta de luz para famílias de baixa renda que consomem até 80 kWh já está em vigor

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Nova política energética promove justiça social e inclui idosos, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas no acesso gratuito à energia elétrica


  1. Qual a medida anunciada?

Desde julho, famílias de baixa renda passaram a ter gratuidade no consumo de energia elétrica até 80 kWh por mês, com base na nova Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A medida está prevista na MP nº 1.300/2025 e faz parte do programa Luz do Povo, lançado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), sob liderança do ministro Alexandre Silveira.

Além da isenção para quem consome até 80 kWh, outros beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) terão desconto médio de 12% a partir de 2026, ampliando o alcance da justiça tarifária.


  1. Qual o contexto e o problema enfrentado?

Com alta desigualdade no acesso à energia elétrica de qualidade, famílias de baixa renda frequentemente sofrem com contas que comprometem parte significativa da renda. Em regiões vulneráveis e sistemas isolados, o custo da energia é ainda mais elevado. O modelo anterior de tarifa social era considerado limitado, com desconto progressivo, mas sem gratuidade efetiva.

Além disso, os encargos do setor elétrico (como a CDE) eram distribuídos de forma desigual entre os consumidores.


  1. Quais são os critérios e o público beneficiado?

A gratuidade vale para quem consome até 80 kWh/mês e atende a um dos critérios abaixo:

Estar inscrito no CadÚnico, com renda mensal per capita de até ½ salário mínimo;

Ser idoso ou pessoa com deficiência beneficiário do BPC;

Ser família indígena ou quilombola inscrita no CadÚnico;

Estar em regiões com sistemas isolados atendidos por energia solar com baterias.

Além disso, famílias com renda entre ½ e 1 salário mínimo por pessoa terão isenção de encargos da CDE no consumo de até 120 kWh a partir de 1º de janeiro de 2026.


  1. Quais os impactos sociais e econômicos esperados?

O ministro Alexandre Silveira destaca que o Luz do Povo é um dos maiores programas sociais do Governo Lula, garantindo que milhões de famílias tenham acesso à energia com dignidade. A medida assegura itens essenciais como:

Conservação de alimentos;

Iluminação doméstica;

Carregamento de celulares;

Acesso à comunicação e entretenimento.

Além de reduzir a pobreza energética, a medida alivia o orçamento das famílias, gerando impacto direto no consumo local e na qualidade de vida. Estima-se que até 55 milhões de pessoas sejam beneficiadas com a TSEE e o desconto futuro.


  1. Quais as projeções e próximos passos?

A política será ampliada com a abertura gradual do mercado livre de energia:

Agosto de 2026: abertura para indústria e comércio;

Dezembro de 2027: abertura para consumidores residenciais.

O consumidor poderá escolher de quem comprar sua energia, trazendo mais transparência, competitividade e controle sobre os custos.


  1. Qual o papel da MP nº 1.300/2025?

A medida provisória estrutura a reforma do setor elétrico em três eixos:

Justiça tarifária: isenções e descontos para os mais pobres;

Liberdade de escolha: consumidores poderão escolher fornecedores;

Equilíbrio para o setor: redistribuição dos custos e preservação de contratos.

A proposta está em tramitação no Congresso Nacional, com previsão de implementação gradual e segura, respeitando o consumidor e os contratos vigentes.


  1. Conclusão: energia como direito social e vetor de equidade

O programa Luz do Povo representa uma inflexão no modelo energético brasileiro, colocando a equidade social no centro da política tarifária. A energia elétrica, vista como direito e não mercadoria, passa a integrar o conjunto de políticas públicas que enfrentam a pobreza estrutural com foco em dignidade, sustentabilidade e justiça distributiva.

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