Com chegada ao Ceará e a Minas Gerais, já são 892 repatriados desde fevereiro. Ação garante acolhimento humanizado, saúde, alimentação, apoio psicossocial e retorno seguro aos estados de origem
O Governo Federal realizou, no último sábado (7/6), mais uma operação humanitária de repatriação de brasileiros em situação de vulnerabilidade nos Estados Unidos. Um grupo de 109 pessoas desembarcou no Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE), às 9h, em voo vindo do país norte-americano. A ação, coordenada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), integra a estratégia nacional de proteção aos direitos de cidadãs e cidadãos brasileiros fora do território nacional.
Do total de repatriados, 76 seguiram viagem em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino ao Aeroporto Internacional de Confins (MG), onde chegaram às 15h30. Com essa nova etapa, o número total de pessoas atendidas desde o início das operações, em fevereiro, chega a 892.
“A Operação ‘Aqui é Brasil’ já se consolida como uma política pública articulada, que garante acolhimento seguro, digno e com proteção dos direitos humanos. Estamos recebendo brasileiros e brasileiras com uma metodologia consolidada e uma rede interministerial preparada para esse acolhimento”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos, Bruno Teixeira, durante o desembarque em Minas Gerais.
Acolhimento humanizado e suporte completo
A recepção dos repatriados nos aeroportos conta com estrutura coordenada por órgãos federais, estaduais e parceiros internacionais. Todos os passageiros recebem alimentação, kits de higiene, suporte psicossocial, atendimentos médicos e orientações para acesso a serviços públicos como o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e a Defensoria Pública da União (DPU).
Para aqueles sem local de destino definido, o governo garante acolhimento provisório com alimentação e hospedagem, além do custeio de passagens de ônibus até suas cidades de origem, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Pessoas em situação de maior vulnerabilidade — como idosos, pessoas com deficiência, mulheres com crianças e população LGBTQIA+ — recebem atendimento especializado com acompanhamento contínuo.
Rede de apoio interministerial
A operação é fruto de uma articulação coordenada pelo MDHC, com apoio de diversos ministérios:
- Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS): triagem e acolhimento social;
- Ministério da Saúde (MS): atendimento médico e psicológico;
- Ministério das Relações Exteriores (MRE): articulação diplomática com os EUA;
- Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e Polícia Federal (PF): trâmites migratórios e segurança;
- Ministério da Defesa e FAB: transporte dos repatriados até Minas Gerais;
- Defensoria Pública da União (DPU): monitoramento de possíveis violações de direitos humanos;
- Juizado de Menores: regularização de documentos de crianças e adolescentes.
Os aeroportos de Fortaleza (Fraport) e de Belo Horizonte (BH Airport) também colaboram com espaços de acolhimento e suporte logístico, enquanto os governos estaduais do Ceará e de Minas Gerais disponibilizam equipes de assistência social, kits de higiene e alimentação, além de estruturas de abrigo emergencial.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) atua na triagem dos passageiros e coleta de dados, em parceria com o governo brasileiro.
Reintegração e futuro
Segundo levantamento do MDHC, a maioria dos repatriados tem entre 18 e 49 anos e expressa desejo de retomar os estudos ou se reinserir no mercado de trabalho. O aplicativo Clique Cidadania, do MDHC, reúne informações e orientações específicas para brasileiros em situação de vulnerabilidade no exterior.
As operações seguem determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na garantia dos direitos humanos e na reintegração digna de brasileiras e brasileiros ao território nacional.